Com apenas 5% de aproveitamento e “caixa zerado”, Macaca precisa de milagre nas duas últimas rodadas para evitar queda inédita após início desastroso
A Ponte Preta entra em campo neste sábado, contra a Portuguesa, não apenas para disputar três pontos, mas para tentar impedir que 2026 seja carimbado como o ano mais vergonhoso de sua centenária história. O levantamento é desolador: em seis rodadas, a equipe somou apenas um ponto em 18 disputados. Trata-se do pior início de temporada nos 125 anos de fundação do clube, superando até mesmo as campanhas catastróficas de 1984, 1995 e 1997. Com cinco derrotas e um empate, o time marcou apenas dois gols, expondo uma fragilidade técnica que flerta com o inevitável.

O cenário administrativo agrava o desespero esportivo. O presidente da instituição admitiu publicamente que o clube opera com “caixa zerado”, o que impediu reforços de peso e gerou um ambiente de incerteza nos bastidores do Majestoso. Atualmente na lanterna isolada do Paulistão, a Ponte está a cinco pontos de distância do Santos, o primeiro time fora da zona de degola. Com apenas seis pontos restantes em disputa, a “Macaca” está matematicamente na UTI, dependendo de uma combinação de resultados digna de loteria para permanecer na elite.
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Para evitar o rebaixamento, a conta é ríspida: a Ponte é obrigada a vencer a Portuguesa (fora) e o São Paulo (em Campinas). Se chegar aos sete pontos, ainda precisará torcer para que o Noroeste perca seus dois jogos contra Santos e Primavera. Nesse caso específico, a Ponte levaria vantagem no critério de desempate por vitórias. Outra via, ainda mais improvável, envolve ultrapassar adversários como Capivariano ou Primavera no saldo de gols — quesito onde a Ponte também amarga a pior marca da competição, com saldo negativo de 8 gols.
A investigação sobre as conexões políticas e empresariais do clube aponta para uma paralisia institucional. Enquanto blogs de torcedores e redes sociais fervem com pedidos de renúncia da diretoria, o leitor crítico de Campinas percebe que a crise atual não é apenas fruto de erros táticos em campo, mas de uma gestão financeira asfixiada que sucumbiu ao peso das dívidas acumuladas. Se o milagre não vier neste fim de semana, o dérbi campineiro poderá sumir do mapa da elite estadual em 2027, selando um capítulo sombrio para o futebol da cidade.




