Proposta mediada pelo Paquistão inclui reabertura do Estreito de Ormuz e negociações sobre programa nuclear iraniano

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Irã e Estados Unidos receberam um plano de cessar-fogo imediato que pode entrar em vigor já nesta segunda-feira (6), em meio à escalada do conflito na região do Golfo. A proposta, articulada pelo Paquistão, prevê uma trégua inicial seguida de um acordo mais amplo a ser negociado em até 20 dias.
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De acordo com informações da Reuters, o plano estabelece duas etapas: a primeira com cessar-fogo imediato, e a segunda com negociações para encerrar definitivamente o conflito. A trégua poderia permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, via essencial para o transporte global de petróleo e fechado há mais de um mês pelo Irã.
O governo iraniano confirmou que já formulou uma resposta diplomática. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que a posição será divulgada “no momento oportuno”. No entanto, uma autoridade de alto escalão indicou que Teerã não pretende reabrir o estreito apenas com base em uma trégua temporária.
Interesses estratégicos e pressão internacional
O plano, chamado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, também prevê compromissos do Irã em relação ao seu programa nuclear, em troca de alívio de sanções econômicas e liberação de ativos congelados. A negociação envolveria diretamente o presidente dos EUA, Donald Trump, que declarou esperar um cessar-fogo ainda nesta segunda-feira.
Nos bastidores, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, manteve contato direto com o vice-presidente americano JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi.
Apesar do avanço diplomático, a proposta não menciona diretamente Israel, aliado dos EUA e também envolvido no conflito contra o Irã. Analistas avaliam que uma eventual adesão israelense pode ser determinante para a efetividade do acordo, já que o país mantém interesses próprios na contenção do programa nuclear iraniano e na segurança regional.
O desfecho das negociações é acompanhado com atenção pelo mercado internacional, sobretudo pelo impacto direto no fluxo de petróleo e na estabilidade econômica global, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz seja mantido ou ampliado.




