Secretário de Comunicação diz que ato é isolado, um movimento sem sentido e com forte influência do sindicato.
Durante coletiva de imprensa, realizada esta tarde, membros da prefeitura de Campinas afirmaram que a paralisação da Guarda Municipal é ilegal.
Estavam presentes na entrevista os secretários de Recursos Humanos, Luiz Verano Freire Pontes, de Segurança, Almirante Pedro Alvares Cabral, de Comunicação, Francisco de Lagos e o procurador geral do município, Antônio Caria Neto.
A prefeitura alega que o motivo da greve é político-partidária e que os Guardas Municipais estão sendo induzidos ao erro pelo Sindicato, de forma ilegal, reivindicando vantagens impossíveis de serem concedidas em detrimento de todo o funcionalismo municipal.
Lagos também afirmou que em época de eleições os políticos campineiros já estão “vacinados” com esse tipo de situação, e em fim de coibir a paralisação a prefeitura já está tomando as providencias necessárias.
O novo secretário de Assuntos Jurídicos, Antônio Caria Neto, afirmou que vão instaurar processos disciplinares contra os guardas municipais faltantes e que também serão descontados os dias não trabalhados, além de uma emissão imediata de uma ordem de serviço para que os Guardas Municipais em paralisação promovam a devolução das armas.
De acordo com um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal, Elias Cruz, a paralisação é um movimento político, porém não é partidário.
Segundo Cruz, a GM não entregará as armas para a prefeitura, o manifestante afirmou que todos os guardas são pais de família, e que são sujeitos ao perigo, 24 horas por dia.
Outro grevista, que não revelou o nome, disse que se a forem obrigados a devolver suas armas, os guardas intensificarão a paralisação.
Os líderes sindicais vão se reunir com membros da prefeitura para tentar um acordo.




