Em uma ação inédita, Ministério da Saúde, Secretaria de Direitos Humanos, e travestis de todo País lançam nesta quarta-feira (28), 10h, a primeira campanha nacional de promoção de direitos humanos e prevenção à aids idealizada pelas próprias travestis. A campanha “Sou travesti. Tenho direito de ser quem sou” tem como objetivo sensibilizar a sociedade contra o preconceito e a discriminação, além de informar as travestis sobre as formas de prevenção da doença.
Além de folders informativos impressos, a campanha conta com uma novidade: materiais eletrônicos voltados às travestis, como toques de celular, telas de descanso e vídeos. As peças, idealizadas pelas próprias travestis, mostram como elas realmente são, por meio de vídeos que apresentam, por exemplo, os fatores que influenciam a escolha do nome social.
Além do foco no público-alvo da iniciativa, a campanha tem um folheto dirigido ao serviço de saúde que convida o profissional de saúde a fazer a sua parte. Informações como aplicação de silicone, aparência física feminina, o uso do banheiro e a identificação das situações de risco que podem levar as travestis à infecção pelo HIV são abordadas no folheto.
Para a população geral, o principal foco da campanha é o preconceito. Com o slogan, “olhe, olhe de novo, e veja além do preconceito”, as travestis se apresentam como pessoas comuns, que trabalham, estudam e possuem famílias.
A campanha, disponível no site www.aids.gov.br/travestis, foi elaborada durante uma oficina de criatividade, realizada de 16 a 18 de janeiro, em Brasília (DF). Participaram do evento 16 travestis, das cinco regiões do Brasil. Os materiais gráficos serão distribuídos pelo Ministério da Saúde para 96 instituições não governamentais que atuam nessa área.




