População também reclama do preço abusivo dos supermercados do distrito
Os moradores de Sousas estão insatisfeitos com os supermercados da região, segundo pesquisa realizada pela equipe de reportagem do Jornal Local. Foi constatado que a maioria dos entrevistados vão até Campinas para fazer compras. Preço alto e escassez de produtos no distrito são os principais fatores que influenciam para que os consumidores busquem o comércio campineiro.
Clientes como Wilson Marques Picoli só utilizam os mercados sousenses em situações de urgência. “Os supermercados de Sousas são muito caros, e não há variedade de produtos, só compro o extremamente necessário”, afirmou Picoli. Os supermercados alegam que a quantidade que é vendida nos estabelecimentos é exatamente o necessário para os sousenses. “Não vejo que existe déficit de produtos nos mercados do distrito, temos o que a demanda procura”, explica a fiscal de vendas do supermercado Compre Bem, Carmelina Maria Paulo.
A insatisfação da população não para por aí. Há relatos sobre a negligência dos varejos na manutenção dos produtos perecíveis. O morador do Condomínio São Conrado, Paulo de Oliveira, diz que já encontrou produtos que deveriam estar refrigerados para fora dos freezers. “Diversas vezes já encontrei frios e carnes do lado externo da geladeira. Já reclamei, mas mesmo assim não adiantou, voltei a encontrar os alimentos para fora dos refrigeradores”. Todos os supermercados do distrito negam essa situação.
Alguns clientes alegam não ter preferência em comprar no varejo de Campinas ou Sousas, apenas procuram o local que está com a maior promoção, que segundo eles, normalmente é fora do distrito. “Nós procuramos o supermercado que está mais barato no dia e vamos direto nele”, disseram o casal Carlos Ademir Galanti e Suely Galanti.
O gerente do supermercado Galpão, Celso Luís, afirma que não há como competir com o preço do comércio de Campinas. Segundo o funcionário, o número de marca de produtos nos supermercados campineiros são infinitamente superiores do que aos de Sousas. “Nós temos duas ou três marcas de sabão em pó, enquanto os de Campinas tem sete ou oito, quanto maior a concorrência, menor o preço”, explica o funcionário.




