Joaquim Egídio é caracterizado pelo clima bucólico e atrai visitantes pelo turismo gastronômico, rural, ecológico e esportivo. Mas toda essa movimentação tem atrapalhado a rotina de moradores e gerado problemas que dependem de soluções da administração pública e da subprefeitura.
Moradores do distrito se reuniram para discutir melhorias e soluções, mas estão indignados com o descaso dos órgãos competentes. “Parece que a subprefeitura e os órgãos competentes não possuem autonomia ou não querem que o problema seja resolvido”, diz um morador.
A moradora, Rose Cesarini mudou-se do distrito recentemente, por não conseguir adequar sua rotina. Ela relata: “Tentei de tudo para não ter que mudar, mas foi inevitável. Os visitantes sem qualquer educação estacionam onde melhor lhes convêm, sentam nas calçadas impossibilitando quem precisa circular por elas”.
O Jornal Local ouviu alguns moradores e eles reclamam que os visitantes não se preocupam com a ordem do local, estacionam em locais proibidos, utilizam as calçadas como extensão do bar, usam a frente das casas para tomar cerveja enquanto esperam ser chamados para sentar, utilizam praças, ruas, portões e portas das casa como banheiro público, dirigem alcoolizados
Segundo relatos dos moradores, a viatura da Policia Militar vai até um restaurante por volta das 11 horas para pegar o almoço e não atendem as solicitações que são feitos pessoalmente ou por telefone.
O morador, Sérgio L. Guiliolo, aponta alguma providências que poderiam ser tomadas para prevenir o abuso de turistas. Ele cita por exemplo, cavaletes em frente às garagens com fitas preta e amarela, faixas proibindo o ato de urinar nas ruas, instalação de câmeras compartilhadas na web.
Em uma pesquisa realizada em sua dissertação de mestrado da Unicamp, a turismóloga Ana Maria Vieira Fernandes relata que 60% dos frequentadores do distrito são de Campinas e outros 30% são oriundos da cidade de São Paulo.
Ela relata ainda que a principal queixa da população diz respeito ao trânsito intenso aos finais de semana, principalmente. Mas há, também, o incômodo com o lixo deixado nas trilhas, os carros estacionados nas portas das casas e a degradação das áreas verdes.
Em tudo isso, Ana Maria, observou falta de investimento em políticas públicas na região. A participação nos distritos, geralmente, se dá através de denúncias e reclamações feitas por alguns moradores. Outros se organizam e cobram medidas do poder público. Por sua vez, os donos dos estabelecimentos comerciais cobram maior envolvimento da Prefeitura com relação às atividades do distrito. Mas muito ainda tem que ser feito, avalia.
O Jornal Local procurou pelo o subprefeito, Amarildo Silva, conhecido como Raul Bissau, que não quis dar entrevista pessoalmente, alegando que só poderia falar através de email. Com isso, o subprefeito pretende manipular a imprensa, pois não transmite segurança em falar sobre o trabalho a ser desenvolvido na região.
Além disso, com sua omissão, ele impede que a população tenha acesso as informações.




