Com 450 ingressos vendidos e com várias goteiras no saguão de entrada, começou na terça-feira (10) a 27ª edição da Campanha de Popularização do Teatro no Centro de Convivência Cultural de Campinas.
Apesar das críticas pela programação da campanha, o espetáculo foi aberto com a mineira Nany People com o espetáculo “Então, deu no que Deu”.
Medidas emergenciais foram adotadas às pressas para que o teatro pudesse receber o evento. Foram gastos pela prefeitura cerca de 100 mil reais para a reabertura provisória do Convivência, que deverá ficar fechado após este período.
As opiniões acerca do assunto divergem inclusive no meio teatral. Alguns artistas acham que o valor do ingresso é muito caro pela situação em que se encontra o teatro.
Segundo o presidente da Associação Produtores Teatrais de Campinas (APTC), Ton Crivelaro, os teatros e consequentemente a cultura estão abandonados em Campinas desde 1982. “A cultura tira os votos e não dá votos”, conclui Ton.
JL – Como ficou a promessa do governador sobre a construção de um novo teatro?
Estava tudo acertado, mas o Bruno Ribeiro discutiu com o secretário de Cultura do Estado de São Paulo e disse que ele não tinha sido consultado a respeito.
JL – Qual seria a saída para a cultura em Campinas?
Acabar com a Secretaria de Cultura. Ela não ajuda, só atrapalha e tem o histórico de travar a cultura na cidade.
JL – Como está o nível da campanha hoje?
Há tempos atrás parte da produção infantil no Brasil não existia. As companhias só investiam nas produções de espetáculos para adultos. Hoje esta realidade mudou. A produção agora é grande em todas as companhias. Até mesmo o Festival de Curitiba não consegue público. Aqui em Campinas, lotou até as sessões do meio dia.
O nível das peças também melhorou. É certo que os teatros em Campinas, só lotavam quando vinham os artistas famosos, com isso não valorizava o artista local.
JL – Como é formada a Campanha de Popularização
No grupo fazem parte 14 artistas profissionais. São 300 empregos diretos e indiretos, entre divulgadores, técnicos contratados, pessoal de frente de cada companhia, garçons, manobristas e até flanelinhas. Após as apresentações em Campinas, a Campanha segue para para Paulinia e Região Metropolitana de Campinas.




