Ambientalistas moradores de Sousas denunciaram o corte de árvores raras na Praça Santa Rosa ao Ministério Público (MP) e ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema).
O espaço de onde as árvores foram retiradas faz parte do projeto paisagístico Arboreto, implantado pelos próprios moradores em parceria com a Prefeitura há 12 anos. O projeto na época foi doado por uma empresa.
O atual projeto paisagístico, exigido em casos de adoção, incluía o corte das árvores, e foi aprovado pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ). A Prefeitura alega que as árvores retiradas apresentavam problemas, mas garantiu que todas as espécies serão repostas.
O projeto Arboreto foi iniciado no ano 2000 pelo agrônomo Francisco de Assis Leitão de Moraes e a paisagista Catarina Menucci e incluía a implantação de um arboreto nos canteiros centrais e praças ao longo de três quilômetros da Avenida Antônio Carlos Couto de Barros.
A Prefeitura e o Departamento de Parques e Jardins (DPJ), se responsabilizaria pelo plantio e a manutenção dos jardins. Mas não foi o que aconteceu, segundo os moradores. “Temos presenciado o descaso do DPJ quanto à manutenção do Arboreto, obrigando-nos a assumir regas no inverno, adubação anual, controle de formigas e fiscalização eterna contra depredações e mau manejo da jardinagem das equipes terceirizadas da Prefeitura, o que já causou várias perdas.”, afirma Catarina Menucci.
Entretanto, foi a poda de espécies raras, como um pau-rosa e três caliandras há uma semana, que mobilizou os moradores do distrito. Eles fizeram uma carta-denúncia e recorreram ao MP para pedir proteção permanente ao Projeto Arboreto e ao Condema para que as devidas providências fossem tomadas.
“Não sou contra o processo de adoção, uma vez que a Prefeitura não é capaz de fazer o seu serviço e precisa da ajuda dos cidadãos que já pagam seus impostos inclusive para a manutenção dos parques e jardins, mas que pelo menos tenha o bom senso de respeitar a legislação ambiental e faça a interface entre os que desejam contribuir face a ineficácia do poder público e os que já vêm efetivamente trabalhando e dedicam suas vidas a colaborar para criarmos uma cidade mais digna e sustentável”, conclui Catarina.
Segundo o DPJ o projeto era desconhecido no departamento e foi doado à ex-prefeita Izalene Tiene. O DPJ não tem nenhum documento arquivado. O órgão alega que foi autorizado o corte das árvores que apresentavam algum problema e alguns arbustos (caliandras) que estavam ofuscando a visão de quem passava pelo espaço foram retirados.




