A Prefeitura de Campinas, por meio do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), juntamente com ao Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais e organizações não governamentais (ONGs) de defesas de animais definiram, em reunião realizada na semana passada, definiram algumas metas para controlar a população de gatos no interior do Parque Portugal, no Parque Taquaral.
“As medidas adotadas dependerão do envolvimento e empenho de todos esses órgãos, que visam, em primeiro lugar, o bem estar desses animais”, explica o diretor do DPJ, Edson Roberto Navarrete. “A Prefeitura não tomará nenhuma medida drástica contra os animais, mas é preciso que a população colabore”, destaca o diretor do departamento.
Atualmente o parque conta com 130 gatos, que vem gerando diversas reclamações por parte dos frequentadores do local, sendo que a maioria foi abandonada, caracterizando crime ambiental.
Segundo o presidente do Conselho, Flávio Lamas, a situação saiu do controle. “É uma questão de falta de conscientização da população, que desde o final do ano passado estava abandonando não só os filhotes como também os gatos adultos no parque”, explica. Para ele, em três meses o problema será resolvido. “Graças a essa parceria inédita e produtiva com o poder público vamos reverter esse quadro. Esse envolvimento é um grande avanço para todos nós”, ressalta.
Prioridades
Diante das prioridades definidas, ficará a cargo do DPJ instalar, no interior do parque, 20 placas informativas sobre o abandono de animais. Essas placas conterão o telefone da Delegacia de Defesa do Animal, além do 156 da Prefeitura para a população denunciar situações de abandono.
A Secretaria Municipal de Saúde ficará responsável pela vacinação dos animais, que serão castrados e identificados. Estima-se que hoje, dos 130 gatos que vivem no parque, 80 não são castrados.
As ONGs serão responsáveis pela alimentação e cuidados com os animais já existentes. “Apenas os protetores poderão alimentar os gatos e a alimentação será específica para os felinos”, diz Lamas.
O Conselho, que ficou responsável pela criação do modelo de placa e também pela padronização das casinhas dos animais, já apresentou as propostas para o DPJ, que definirá os locais onde serão instaladas. “A intenção é adotar essas medidas em outros parques e bosques do município, como exemplo o Bosque dos Guarantãs”, revela Lamas.
Assim que todos os animais forem cadastrados, castrados, vacinados, o Conselho promoverá feiras de doação, além de disponibilizar a doação pela internet.
Desinformação
Segundo o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, há muita falta de informação por parte da população e muitas reclamações infundadas. “A população precisa saber que animais domésticos em áreas públicas sempre vão existir. Não é errado dizer que a situação saiu do controle, mas não é correto dizer que o Parque Portugal está abandonado”, diz Lamas. Para ele, a situação do parque é excelente. “A água da lagoa está ótima, tanto que os peixes estão reproduzindo e as aves estão voltando ao parque. O problema mesmo é a falta de conscientização por parte da população e o mau uso do espaço público por alguns frequentadores”, afirma.




