Um dos espaços especialmente protegidos é a Mata Ribeirão Cachoeira em Joaquim Egídio
No último dia 29 foi comemorado o Dia Mundial de Conservação da Natureza e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), ciente da importância do tema, elenca algumas ações e projetos considerados vitais para a meta de ampliar e qualificar as áreas verdes e espaços especialmente protegidos na cidade.
Entre eles estão a criação de duas novas Unidades de Conservação (Ucs), da categoria Refúgio de Vida Silvestre, na Mata Ribeirão Cachoeira (Joaquim Egídio) e na área do Santa Genebra/Quilombo.
A criação de mais uma UC, proposta em minuta de decreto discutida no dia 8 com representantes de conselhos municipais, já enfrenta resistência de ambientalistas. Embora favoráveis à criação do Refúgio da Vida Silvestre Mata Ribeirão Cachoeira, em Sousas, eles querem garantias de que os recursos das compensações ambientais de empreendimentos no entorno da mata sejam investido prioritariamente na futura UC e não dispersos em outras unidades existentes ou a serem criadas.
Segundo dados da SMMA, até 2011 Campinas contava com apenas dois espaços especialmente protegidos, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Sousas e Joaquim Egídio), de uso sustentável; e a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata de Santa Genebra.
A Mata Ribeirão Cachoeira é o segundo maior fragmento do município, com 233,7 hectares de superfície, perde em tamanho para a Mata Santa Genebra. Ela possui uma grande diversidade de espécies animais e vegetais, e para a qualidade ambiental da Campinas e dos municípios vizinhos. Por se localizar às margens do Rio Atibaia, é um fragmento em potencial na formação de corredores ecológicos de interligação das matas remanescentes.
A proposta do município é que a nova unidade seja de proteção integral e que tenha, na sua gestão, um conselho consultivo formado por representantes de organizações da sociedade civil, dos proprietários e do Poder Executivo.
Ainda objetivando a ampliação de áreas verdes, até o final desta gestão está prevista a formação de macro corredores ecológicos, com mudas oriundas do Banco de Áreas Verdes (BAV).
Nos últimos dois anos, o BAV viabilizou o plantio de aproximadamente 30 mil mudas de espécies nativas regionais e, até o final deste ano, outras 100 mil mudas deverão ter sido plantadas na recuperação de áreas degradadas e em Áreas de Preservação Permanente (APPs).
De acordo com dados do Mapeamento de Áreas Verdes e Praças, base para o Sistema de Áreas Verdes (SAV), Campinas conta atualmente com 10 parques, 11 bosques e 92 milhões de metros quadrados de áreas verdes, o que confere uma média de 86 metros quadrados por habitante.
Campinas também é a segunda colocada no ranking nacional de arborização urbana, conforme divulgado em maio último pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a assessoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, uma audiência pública está marcada para o próximo dia 20 para aprimorar o texto do decreto.




