Pelo menos em 11 estados brasileiros houve manifestações do Dia Nacional de Luta, convocadas pelas centrais sindicais nesta quinta-feira, dia 11 de julho. Houve bloqueios em 35 rodovias estaduais e federais, entre elas, a Presidente Dutra, que faz a ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro. A via ficou bloqueada boa parte da manhã, nos dois sentidos, na altura da cidade de São José dos Campos. Os maiores transtornos do Dia Nacional de Lutas foram registrados nas rodovias. Mas houve problemas também em Belo Horizonte por conta de ônibus e metrô não funcionarem.
Mesmo com metrô e ônibus em funcionamento, São Paulo registrou durante a manhã 21 pontos de protestos nas ruas. Um deles, de um grupo de cerca de 200 aposentados que, por volta das 10 horas, subia a Avenida Brigadeiro Luis Antônio, no sentido da Avenida Paulista trânsito.
Cerca de 500 motoboys deixaram perto das 10h30 a sede do sindicato da categoria, na zona sul, rumo à Avenida Paulista. Na saída, os motoqueiros ocuparam quatro faixas da Avenida dos Bandeirantes.
Trabalhadores em protesto por melhores condições de vida interditaram, no Rio de Janeiro, um trecho da BR 493, na altura de Itaguaí, região do Grande Rio. Convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, a manifestação ocupava um acesso ao Porto de Itaguaí, mas foi dissipada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) uma hora depois.
Funcionários que chegavam de ônibus para trabalhar na Nuclebrás Equipamentos Pesados chegaram a ser impedidos de entrar pelos manifestantes, que atearam fogo em pneus para obstruir a passagem dos veículos.
Em Campinas, cerca de 300 manifestantes promoveram uma passeata pelas ruas do Centro. ônibus e metrô também pararam em Belo Horizonte. Pela manhã houve protesto também na região do Campo Belo, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Viracopos. Nesse protesto, especificamente, houve ação da Tropa de Choque da Polícia Militar, que utilizou, mais uma vez, bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio.





