Campinas terá a partir de 2014 uma nova e eficiente tecnologia para o monitoramento ambiental da cidade. A Prefeitura vai utilizar drones – aviões não tripulados e controlados remotamente – equipados com câmera espectral para realizar voos de até cinco mil metros de altura.
O projeto é da Secretaria do Verde e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Embrapa e vai custar, todo o equipamento, R$ 265 mil. Os recursos virão do Fundo Municipal do Meio Ambiente. A previsão é que até meados de 2014 a licitação para aquisição deste tipo de avião e câmera já esteja concluída.
O objetivo é fazer o planejamento ambiental da cidade (áreas de proteção a serem recuperadas, áreas de corredor verde e a vegetação) e, ainda, fiscalizar possíveis crimes ambientais. Este equipamento vai captar imagens em voos entre mil e cinco mil metros de altura. A câmera espectral acoplada ao avião tem capacidade para captar 300 canais diferentes, ou seja, superfícies diferentes, que podem ser tipos de solo, tipo de lixo urbano, podas de árvores, terrenos, entre outros.
A ideia é que o drone faça voos a cada três meses para ter tempo suficiente de processar e georreferenciar as imagens e também aplicar legislação para infratores de crimes ambientais.
“Os equipamentos serão um apoio importante para monitorar e, consequentemente, preservar nossas áreas verdes e, principalmente áreas de proteção ambiental e de preservação permanente. O resultado disso será a atualização da situação verde de Campinas, modernizando controle e a fiscalização ambiental”, disse o secretário Rogério Menezes.
Os modelos dos drones estão sendo avaliados por técnicos da Secretaria do Verde e Desenvolvimento Sustentável em parceria com profissionais da Embrapa. Eles estudam qual o melhor equipamento que se adapta às necessidades do município.
Os recursos para a compra dos drones virão do Fundo Municipal do Meio Ambiente, que existe desde 1998 mas nunca foi usado. O Fundo tem hoje disponível R$ 10,5 milhoes para utilizar em projetos ambientais. A receita é de R$ 2,3 milhões por ano e o dinheiro é proveniente de multas, taxas de licenciamento ambiental, royalties do petróleo e royalties de mineração.





