A família estava em casa quando sentiu a casa estremecer como num terremoto, as pedras quase atingiram o cachorro que dormia no quintal
No dia 12 de dezembro à tarde, a família do Sr. Clodomiro Rodrigues Filho levou um grande susto. Duas grandes rochas rolaram morro abaixo até que atingiram a residência da família do jornalista.
“O impacto foi tão forte que a casa inteira estremeceu”, relembra Clodomiro. Vera Lúcia, esposa de Clodomiro tinha colocado roupas no varal, no mesmo local atingido pela pedra e que momentos antes do acidente ela voltou para dentro de casa. “Foi um milagre, porque se ela ainda estivesse lá fora não quero nem imaginar o que teria acontecido”, conta.
A pedra atingiu o corredor de serviço e arrebentou a parede do banheiro, o ambiente ficou destruído.
Uma segunda pedra atingiu a piscina, que fica na parte superior do terreno, logo abaixo do morro e destruiu uma de suas bordas.
As rochas deslizaram do condomínio Colinas do Ermitage, onde estava sendo executado um serviço de terraplenagem e de contenção na gleba situada na Rua Flavia Vieira. Quando a Defesa Civil chegou para fazer a vistoria encontrou as máquinas paradas, sem nenhum responsável no local e sem qualquer placa de identificação da obra.
A síndica do condomínio foi procurada várias vezes pelo proprietário do imóvel, mas não foi localizada e nem retornou os contatos.
Na gleba está sendo realizado um aterro de grandes dimensões sem qualquer contenção preventiva ao fundo, o que ocasionou o acidente. O aterro está sendo suportado em sua lateral por um muro de arrimo parcialmente construído. O muro de arrimo apresenta sinais claros de falta de estrutura e estabilidade adequadas para seu porte, houve embarrigamento e rachaduras diversas.
A defesa civil intimou o proprietário da obra a colocar o imóvel em condições de estabilidade e segurança e recuperar os muros de arrimo e de contenções diversas, que deverão acontecer com o acompanhamento técnico de um engenheiro responsável pelos serviços. O proprietário deverá ainda, apresentar o alvará dos serviços que estão sendo executados no local.
A SEMURB (Secretaria Municipal de Urbanismo), através do Departamento de Comunicação da prefeitura, informou que a obra estava regular, mas que por causa do acidente está interditada e que assim vai permanecer até que todas as medidas de segurança sejam tomadas. Mas a Secretaria não quis divulgar o nome do engenheiro responsável pela obra.
A obra está interditada e assim deverá permanecer até que o engenheiro responsável apresente laudo técnico e o alvará municipal. Para a segurança dos donos na residência, a parte do fundo do imóvel foi interditada provisoriamente, até que a obra fique em total segurança, evitando novas quedas.
“Acho um absurdo fazerem um obra dessas e não se preocuparem com a segurança. E se tivesse alguém na piscina, no quintal ou no banheiro? É uma irresponsabilidade”, desabafa Clodomiro.
Após as reclamações e o registro de boletim de ocorrência, o dono das máquinas, juntamente com o dono do terreno, estão providenciando os consertos na residência do jornalista. Mas isso não é suficiente para esquecer o susto e o medo da tragédia que poderia ter acontecido. Além disso, a família está insegura mesmo diante das medidas tomadas porque não há a garantia de que esses acidentes não voltarão a acontecer.
Francisco Lima Neto




