Um traço, um personagem e balões com histórias que podem apenas distrair ou até mesmo conter duras críticas sociais. Estes elementos juntos, dentro de um quadro, formam a conhecida história em quadrinhos. Muita gente tem o primeiro contato com a leitura através delas. No próximo dia 30 será comemorado, em todo o Brasil, o dia das HQ’s.
As histórias em seqüência e com personagem fixa eram consideradas uma arte “pequena”, não sendo aceita nos grandes círculos sociais. Em terras tupiniquins, o “pai da criança” foi Ângelo Agostini, que publicou em 30 de janeiro de 1869, a primeira história em quadrinhos do mundo: As aventuras do Nhô Quim, um caipira, que, hoje, é um dos símbolos da cidade de Piracicaba. Foi o primeiro exemplo mundial, com duração de vários números.
Cartunista e caricaturista desde os cinco anos, Fabiano Ribeiro Ramos, diz que a parte mais difícil na criação dos desenhos é a criação do personagem. “É imprescindível investir na criação da ideia de como será o desenho, a criação desse personagem e como ele vai interagir para conquistar a ideia central e abordar o público”, afirma.
O uso das HQ’s é relevante. Nos Estados Unidos, por exemplo, alunos de escolas e universidade aprendem História e outras matérias através de uma historieta em quadrinhos com mais facilidade do que nos tradicionais textos de apostilas. Além disto, a empatia dá-se pela facilidade de encontrá-las, seja em bancas de jornais, revistarias, livraria. Além disto, o formato colabora, pois as revistinhas podem levadas no bolso.
“Eles são de extrema importância e incentivador da aprendizagem”, diz Ramos. “Para as crianças e adultos, são de extrema importância no desenvolvimento da criatividade, social, cultural e aceleração do raciocínio, em maior parte das crianças, que são os maiores alvos, pois são atraídas pelas imagens primeiramente, em seguida pegam gosto pela leitura juntamente com os quadrinhos”, conclui.
Serviço : Fabiano Ribeiro Ramos – 3251-1564 e 91662430




