Mogi Mirim enfrenta epidemia de dengue

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Projeto piloto deve ser feito pela Secretaria da Saúde em locais com maior incidência da doença pela cidade
Projeto piloto deve ser feito pela Secretaria da Saúde em locais com maior incidência da doença pela cidade

Com 537 casos de dengue até o dia 19 de fevereiro, a Secretaria de Saúde de Mogi Mirim (SP) confirmou que a cidade passa por uma epidemia nesta segunda-feira (23). O avanço da doença já tinha feito o município decretar, no dia 11 de fevereiro, estado de emergência, que dá autonomia administrativa à pasta para solicitar equipamentos e funcionários para as ações de combate. O número representa 51,9% das ocorrências do ano passado, quando foram 1.034 confirmações. De acordo com o balanço da administração municipal, restam ainda 1.239 notificações aguardando os resultados de exames laboratoriais, mas nenhuma morte foi constatada.

Em virtude da dengue, segundo a Prefeitura, nas duas últimas semanas foram registrados cerca de 400 atendimentos por dia no Pronto Atendimento da Santa Casa, o que representa 30% a mais que o normal para o período. Cinco pessoas ainda permanecem internadas. Nas unidades básicas de saúde, o número também cresceu 30%.

Drones é utilizado em buscas de focos do mosquito

Para evitar o avanço da doença, pela primeira vez, a administração municipal passará a utilizar drones na região sul, que é a mais atingida pela dengue com 233 registros, para vistoriar imóveis fechados ou de difícil acesso a partir de quinta-feira (26).

Além disso, a Secretaria de Saúde afirmou que fez a cessão de oito poltronas para hidratação venosa, que foram instaladas na Santa Casa e reservou vagas nas unidades básicas para agilizar o atendimento dos casos suspeitos. Um mutirão também está previsto para sábado (21) nos bairros Jardim do lago, Linda Chaib, Sehac, CDHU, Vila Dias, Vila Universitária, Flamboyant, Novacoop e Jardim Scomparin.

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