O ator e autor Paulo Gustavo criou Dona Hermínia de Minha Mãe é Uma Peça após muito observar o comportamento não só de sua própria mãe, mas de diversas representantes desse extraordinário grupo de pessoas. Assim, a única personagem do espetáculo é múltipla, em um retrato, ao mesmo tempo, minucioso e abrangente dessa mulher e de sua complexa relação com os filhos. Divertida e amorosa, mas também mordaz e realista, a comédia Minha Mãe é Uma Peça, escrita e interpretada por Paulo Gustavo, com direção de João Fonseca, estréia no Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900, tel.: 11.3253.4102), em 8 de maio, sexta-feira, às 21h30, antecedendo e homenageando o Dia das Mães, que se comemora no domingo, 10 de maio.
Um extraordinário sucesso de público e mídia em três anos em cartaz no Rio de Janeiro, Minha Mãe é Uma Peça foi vista por mais de 200 mil pessoas nas temporadas realizadas em vários locais: Teatro Candido Mendes, Teatro Leblon, Citibank Hall, Teatro dos Quatro e Teatros dos Grandes Atores. Uma razão evidente da empatia entre palco e platéia é a identificação dos espectadores com o pensamento e as atitudes dessa mãe que representa tantas outras.
Paulo Gustavo capta no texto, mas sobretudo nos jeitos e trejeitos de D. Hermínia, a alma dessa mulher de meia idade, aposentada e sozinha cuja maior ocupação é procurar o que fazer, uma vez que seus filhos estão crescendo e não precisam mais de seus excessivos cuidados e broncas. E não há nada que ocupe mais a cabeça de uma mãe do que problemas e preocupações. É este o universo da personagem que, na falta de trabalho e romance e entre uma conversa e outra com a tia idosa, a vizinha fofoqueira e a amiga confidente, quase enfarta por causa de um tênis que o filho deixou fora do lugar.
Embora a personagem não seja das mais simpáticas, acompanhar sua enfadonha e enlouquecida rotina é suficiente para reconhecer na personagem tantas mulheres que marcam as vidas de tantas pessoas. O que falta em simpatia a D. Hermínia, sobra em graça. A personagem é divertidíssima. Bom para a platéia; afinal, rir dela é uma boa maneira de não enlouquecer com ela.
Em Minha Mãe é Uma Peça, Paulo Gustavo construiu uma colagem de suas observações domésticas e vivenciais, tecendo um espectro desses humores femininos, gestos, trejeitos, falas, atitudes, achaques e ataques, numa minucioso trabalho que resultou numa comédia hilariante, com o cuidado de não resvalar para o caricatural. A brilhante atuação levou Paulo Gustavo à indicação do Prêmio Shell de melhor ator.
O trabalho de Paulo Gustavo nesta ocasião satisfaz a muitas mães.
Bárbara Heliodora
PAULO GUSTAVO
Após sua formatura em janeiro 2005, na Casa das Artes de Laranjeiras – CAL, Paulo Gustavo fez o espetáculo João Ternura, sob a direção de Marcus Alvisi, e passou a integrar junto com o ator e dramaturgo Fábio Porchat a peça Infraturas, de autoria do Fábio Porchat, em cartaz durante o ano de 2005 e início de 2006, sob a direção da atriz Malu Valle. Além dos trabalhos com Marcus Alvisi e Malu Valle, Paulo trabalhou com os diretores Celina Sodré, David Herman, Adriano Garib e João Fonseca.
A partir de 2007, em televisão, participou dos programas Minha Nada Mole Vida, A Diarista e Zorra Total, além de fazer parte do elenco fixo de Sítio do Pica-Pau Amarelo. No cinema, fez A Guerra Dos Rocha e o recém-estrado Divã.
Assistir Minha Mãe é uma Peça é fazer um pacto com a felicidade, com a alegria de viver, além de ver um comediante excepcional.
Jacqueline Laurence
O DIRETOR JOÃO FONSECA
Formado pelo Centro de Pesquisas Teatrais de Antunes Filho, João Fonseca trabalhou com diversos diretores, como Felipe Hirsch, Gabriel Villela, Jorge Takla, Marcus Alvisi, Paulo Autran, Paulo de Moraes e Antônio Abujamra. Com este último, iniciou sua carreira de diretor co-dirigindo diversos trabalhos para a companhia Os Privilegiados: O Casamento, de Nelson Rodrigues, Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, e A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Bertolt Brecht. Em 1999, assumiu o cargo de diretor artístico da companhia e dirigiu Tudo no Timing, de David Ives, A Fonte dos Santos, de J. M. Synge e As Bruxas de Salem, de Arthur Miller.
Entre seus últimos trabalhos estão O Casamento do Pequeno Burguês, de Brecht, O Carioca, de Arthur Azevedo, Édipo Unplugged, de Sófocles, Esses anos estúpidos e perigosos, de George F.Walker. Atualmente ensaia Escravas do Amor, baseado no romance de Nelson Rodrigues.
Como diretor recebeu as seguintes indicações e prêmios: Prêmio IBEU de Melhor Diretor 1999 (Tudo no Timing), Prêmio SHELL de Melhor Diretor 1997 (O Casamento), Indicado ao Prêmio SHELL de Melhor Diretor nos anos de 2004 (Édipo Unplugged), 2003 (O Casamento do Pequeno Burguês) e 1999 (Tudo no Timing).
Minha Mãe é Uma Peça – Ficha Técnica – Texto e Interpretação: Paulo Gustavo / Direção: João Fonseca / Assistente de Direção: Keli Freitas / Direção de Produção: Fran Fillon / Assistente de Produção: Ju Amaral / Cenário: Nello Marrese / Figurino: Patrícia Muniz / Iluminação: Eduardo Nobre / Trilha Sonora: João Fonseca e Marco Novack / Técnica Vocal: Rose Gonçalves / Programação Visual: Junia Kall / Realização: Super Combinado Produções
MINHA MÃE É UMA PEÇA – Serviço
Estréia: 8 de maio, sexta-feira, 21h30
Local: Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Térreo – próximo ao Metrô Trianon – tel.: 11.3253.4102)
Horários: Sextas, às 21h30 – sábados, às 20h – Domingos, às 18h
Temporada: até 02/08/2009
Preços: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia)
Duração: 70 minutos
Lotação: 630 lugares
Classificação Etária: 12 anos
Horário de funcionamento da bilheteria: terça à quinta, das 14h às 20h; de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo
Vendas antecipadas: www.teatrogazeta.com.br
Call center: 2198-7712 (venda com cartão de crédito somente pelo site ou call center)
Convênio com estacionamento Multipark – Av. Paulista, 867 (R$ 10,00 por 3h)
Promoção: TV Globo
Realização: Paulo Gustavo e Fernanda Signorini




