De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência de Pessoa Jurídica, a inadimplência das empresas cresceu 13,4% em abril de 2009, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar da elevação, os técnicos da Serasa Experian observam que foi a menor alta verificada desde novembro de 2008, o que sinaliza que o pior momento, em termos de inadimplência das pessoas jurídicas, tendo em vista os desdobramentos da crise financeira internacional, parece ter ficado para trás.
No entanto, os especialistas ressaltam que altas desta magnitude ainda são bastante elevadas, e eventuais fragilidades no atual processo de recuperação da atividade econômica poderão recolocar a inadimplência das empresas em trajetória ascendente.
A perda de fôlego da inadimplência das pessoas jurídicas também é verificada na variação acumulada. De janeiro a abril deste ano, houve um avanço de 28,3%, na relação com o mesmo período do ano anterior. Nos três primeiros meses de 2009, na comparação com o primeiro trimestre de 2008, a alta obtida foi de 33,1%.
Já na relação de abril de 2009 sobre março último, a inadimplência das empresas recuou 22%. Foi a maior queda verificada desde abril de 2006, quando houve um recuo de 22,7% ante março daquele ano.
Para os analistas da Serasa Experian, a queda de 22% registrada na variação de abril sobre março de 2009, superou o que seria explicado única e exclusivamente por fatores sazonais (menor número de dias úteis em abril), dado que de 2006 a 2008, o recuo médio histórico verificado na passagem de março para abril foi de 10,8%.
Nos quatro primeiros meses de 2009, o ranking de representatividade da inadimplência das empresas foi liderado pelos títulos protestados, com 41,5% de participação no indicador. De janeiro a abril de 2008, esta representação foi de 42,4%.
Em seguida estão os cheques devolvidos, que no primeiro quadrimestre deste ano representaram 39,3% da inadimplência das pessoas jurídicas. Em igual período de 2008, tal participação foi de 38,5%.
Fecham o ranking as dívidas com os bancos, com 19,2% de representatividade nos quatro primeiros meses de 2009, acima dos 19,1% observados no primeiro quadrimestre do ano anterior.
Valor médio das dívidas
De janeiro a abril de 2009, o valor médio das dívidas com os bancos foi de R$ 4.594,62, com 4,1% de crescimento ante o mesmo acumulado de 2008.
Já os títulos protestados, no primeiro quadrimestre de 2009 registraram um valor médio de R$ 1.806,40, o que resultou em 23,1% de elevação ante o período de janeiro a abril de 2008.
Por fim, os cheques sem fundos, nos quatro primeiros meses de 2009, tiveram um valor médio de R$ 1.445,87, com 14,1%, de alta, quando comparado com o primeiro quadrimestre do ano anterior.




