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quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Cidades da região perdem vagas na construção civil

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Queda no setor
Queda do setor no primeiro semestre de 2017 preocupa

O setor da construção civil na região de Campinas não apresenta bons resultados para o primeiro semestre de 2017. Dentre as oito cidades pesquisadas, apenas três apresentaram saldo positivo em vagas com carteira assinada.

Paulínia, Campinas e Valinhos fecharam o semestre com índices de 6,43%, 2,65% e 1,18%, respectivamente. As maiores quedas ficaram com Piracicaba, 11,45%; Indaiatuba, 7,79%; e Limeira, 7,25%. Americana e Rio Claro também registraram índices negativos: -1,88% e -0,34%, em sequência.

Os dados são da pesquisa realizada pelo  SindusCon-SP em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

“Enquanto o governo não acertar suas decisões econômicas e políticas, não teremos horizonte para recuperar os investimentos e o emprego na construção”, explica o diretor da regional do SindusCon-SP em Campinas, Marcio Benvenutti.

“A inflação dos últimos 12 meses foi a menor desde 1999, e abaixo do piso da meta. Inflação baixa demais também é um risco e pode indicar uma economia fraca e desaquecida em razão do baixo consumo. É preciso cautela”, alertou Benvenutti.

No mês de junho, todas as oito cidades pesquisadas na região tiveram índices negativos (veja na tabela). Já em comparação com o mesmo período de 2016, em 12 meses, apenas Paulínia registrou alta, com 2,79%.

Nacional: O emprego na construção civil brasileira caiu 0,39% em junho na comparação com maio e chegou ao 33º mês de baixa consecutiva. No período 9.675 pessoas perderam seus empregos, o que diminuiu o estoque de trabalhadores para 2,457 milhões (em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões). Na comparação com junho de 2016, a diferença é de – 11,37%. Desconsiderando os efeitos sazonais*, a queda é de 0,61% em junho (-15.113).

A queda do nível de emprego na indústria da construção pelo 33º mês consecutivo é consequência da retração persistente dos investimentos de longo prazo, na avaliação de José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP. “A crise política continua tirando o apetite dos investidores privados. E os investimentos do setor público seguem em declínio, com a baixa arrecadação motivando novos contingenciamentos nos orçamentos de governo”, comenta.

Para o presidente do SindusCon-SP, continuar a trajetória de redução dos juros, fazer avançar as reformas, racionalizar os gastos públicos e impulsionar as concessões e as parcerias público-privadas poderão reverter este quadro no futuro. “Mas os sucessivos sobressaltos na esfera política dificultam a agilidade e a eficiência destas ações”, lamenta.

Segmentação: Em junho, na comparação com maio, os segmentos que mais apresentaram queda foram Obras de acabamento (-0,85%) e Obras de instalação (-0,82%). Apresentaram alta no mês Infraestrutura (0,64%) e Engenharia e Arquitetura (0,40%).

Em 12 meses, as maiores baixas são Imobiliário (-14,88%), Obras de acabamento (-12,55%) e Preparação de terreno (-11,60%).

Sobre o SindusCon-SP: O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 500 construtoras associadas e 15 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,3% do Produto Interno Bruto do Brasil.

 

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