Inúmeras pesquisas sobre as propriedades medicinais da pimenta atestam a sua eficácia na prevenção e combate de diversos males. O fruto oferece muitos benefícios: ação antiinflamatória, digestiva, antioxidante, além de auxiliar no processo de emagrecimento e na redução do colesterol.
Segundo Márcia Keller Alves, nutricionista da PUC-RS e autora do livro Especiarias na Mira da Ciência, a capsaicina, principio ativo das pimentas coloridas, apresenta efeitos terapêuticos em dores musculares, dores de cabeça e artrite. A substância também pode ser usada como antiinflamatório no tratamento da rinite e possui ação termo regulatória, baixando a febre em caso de gripe. As pimentas do gênero Piper, como a pimenta-do-reino, têm ação antimicrobiana e modulam o perfil lipídico. Além disso, estudos realizados em linhagem celular indicam que as substâncias presentes nas pimentas possuem ação antimutagênica e anticâncer, os resultados incluem inibição do crescimento de tumor e indução à morte da célula, sem efeitos tóxicos.
Considerada um alimento funcional, ricas em vitaminas A e C, elas devem ser consumidas diariamente e em pequenas quantidades como forma preventiva. “As pimentas não apresentam contra-indicações, excetuando-se os casos de alergias, e podem ser usadas por qualquer pessoa, saudável ou com alguma patologia” explica Márcia, “De modo geral, a regra que devemos seguir para o seu consumo é a moderação” conclui.
Consuma de forma prazerosa
Para quem não tem o habito de consumir a especiaria, a melhor maneira de apimentar o cardápio é começar aos poucos. Uma opção saborosa é provar a culinária de países como a Tailândia, Índia, ou México, conhecidas pelos sabores condimentados.
Atualmente, tailandeses e coreanos são considerados os maiores consumidores de pimenta no mundo; o consumo atinge até oito gramas diárias por pessoa. “Por aqui, não há dados sobre o consumo, mas estima-se que a média nacional é próxima à média do consumo europeu: 0,5 gramas por dia” ressalta a nutricionista.
A dica é iniciar com pratos que levem legumes e algum tipo de proteína, sugeri Conrado de Oliveira, Chef do Lagundri, restaurante tailandês de Campinas. “Aqui, eles geralmente são preparados na Wok com pouca pimenta. A ardência é baixa, chega ao nível dois da escala de ardume” diz Oliveira. “A intensidade da pimenta de todos os pratos do nosso cardápio, com exceção dos currys, podem ter intensidade diminuída ou aumentada de acordo com o pedido do cliente” avisa o Chef que habitualmente utiliza as pimentas malagueta e dedo-de-moça em suas receitas.
Os currys, por sua natureza já iniciam no nível dois de ardume, pois são feitos com grande quantidade de pimenta e condimentos. Oliveira recomenda que ele não seja suavizado para manter a tradição e não fugir do sabor original.
Os poderes benéficos da pimenta
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