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quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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A arte de alimentar peixes, sapo, iguana, bicho pau e serpentes

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Os animais que vivem no complexo do Museu de História Natural, no Bosque dos Jequitibás, exigem dos biólogos cuidados especiais. Além da atenção com o ambiente em que vivem, a alimentação é um capítulo à parte vivido diariamente, no caso dos peixes e outros animais, e a cada vinte dias no caso das serpentes.

No aquário, cada peixe possui uma dieta específica para sua espécie que varia entre ração, pedaços de peixes congelados, peixes vivos, artêmia (crustáceo) e folhas verdes. As porções são de acordo com cada espécie e tamanho. Os peixes são alimentados uma vez por dia.

Os alimentos dos peixes são preparados na cozinha do aquário pelos dois biólogos do complexo. Os peixes congelados são fatiados e separados em porções, assim como a ração, a artêmia e as folhas verdes. Os peixes vivos ficam em um aquário separado.

O sapo é alimentado com baratas e ratos recém nascidos, as aranhas com baratas, todos criados no biotério do complexo. A dieta da iguana é composta por folhas verdes e a do bicho pau, de folhas de goiabeira.

Já as serpentes, que ficam na Casa dos Animais Interessantes, são alimentadas a cada 20 dias, com ratos criados no biotério. Da mesma forma que os peixes, a porção varia de um a dois camundongos ou ratos, de acordo com o tamanho de cada serpente. Diferentemente dos peixes, as serpentes precisam caçar sua presa. Elas possuem um órgão chamado fosseta loreal que lhes permite identificar a variação de temperatura para localizar com exatidão suas presas.

A diferença está entre as peçonhentas e as não peçonhentas. As primeiras picam o rato e esperam até que ele morra para então comê-lo, o que leva cerca de 50 segundos. Já as não peçonhentas se enrolam na presa e matando-a por estrangulamento. As que se diferenciam são a Caiçaca (espécie de Jararaca) e a Cascavel: ambas possuem comportamento mais agressivo, engolindo a presa assim que a picam.

Já o casal de jiboias, embora vivam juntos num mesmo ambiente – e só eles vivem assim lá no Bosque – têm de ser separados na hora da alimentação, pois caçam a presa, matam e a comem. Motivo da separação: “Deixá-las juntas na hora da alimentação pode causar briga”, diz a bióloga do complexo, Denise Polydoro. Além dessa separação, os responsáveis pela alimentação das serpentes têm de tomar outro cuidado com as ferozes jiboias. O serviço de alimentação exige duas pessoas: uma só para abrir espaço e outra para colocar o rato, o camundongo ou o pintinho ao alcance das serpentes.

A rotina alimentar é importante para que os animais tenham um vida normal. Assim, a alimentação das serpentes é feita com determinada periodicidade, enquanto que a dos peixes é sempre no mesmo horário, quando não há visitantes. “As visitas podem distrair e estressar o animal, o que causa desequilíbrio no metabolismo deles” conta a bióloga Denise Polydoro.

Padronizando a alimentação, cuidando quando os animais sofrem algum problema e mantendo o ambiente adequado, os animais interessantes do Museu de História Natural do Bosque têm a garantia de que terão uma vida normal, mesmo fora da natureza.

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