A quantia pode retardar ainda mais a candidatura de um representante na Câmara
Há mais 15 anos Sousas e Joaquim Egídio não elegem nenhum representante na Câmara Municipal e, para esta eleição, uma pesquisa demonstra que somente a região possui 31 pré-candidatos, alguns nomes ainda não confirmados. O principal motivo do montante eleitoral é que os partidos políticos necessitam de um número real para puxar votos em prol à legenda partidária. Dessa forma, a pressão dos partidos, muitas vezes, força o pré-candidato a enfrentar uma candidatura, mesmo sabendo que estes estão despreparados para assumir o cargo. Diante dessa informação, moradores da região são unânimes em afirmar que deveria haver uma seleção adequada.
Segundo Cristina Veloso, pré-candidata a vereadora, todos os candidatos querem fazer o melhor pelo distrito; o problema, porém, é a distribuição de votos que essa soma propicia. “Para isso ter um fim e a região ter um representante na Câmara Municipal, é necessário selecionar. Apenas quatro pré-candidatos devem debater e buscar propostas para serem levadas até o eleitor. Dessa forma, com um número reduzido, é certo eleger um representante”, argumenta.
Antônio Carlos Gídaro, também pré-candidato a vereador, declara sobre a importância de um vereador para a região. “A força política de Sousas e Joaquim Egídio precisa aumentar e, é por isso que a região precisa de um vereador que a represente. A forma de conseguir mais recursos para o distrito se torna simples e apresenta uma maior eficácia. Para isso, a população deve se posicionar e se unir a favor de uma candidatura, seja quem for”.
Já Rubens Godoy, outro pré-candidato, não vê de forma positiva o número exorbitante. Segundo ele, é uma forma de dispersar o voto. “No meu caso, por exemplo, o partido que sou filiado, PRB (Partido Republicano Brasileiro), acha que tenho bagagem para ser eleito. O partido me forçou a sair com o intuito de puxar votos”, afirma
Para José Luis, motorista de táxi, a excessividade de pré-candidatos a vereador tem que ser erradicada. “A concorrência aqui aumenta, e no final das eleições, nenhum candidato é eleito para representar nossa região. Eu acredito que todos precisam fazer uma reunião e escolher quem é o mais forte; os outros, ficam de fora”, opina.
A mesma opinião é encontrada na fala de Márcio Domingos, proprietário de banca de jornal, em que alega que o excesso impede a eleição de pré-candidatos com maior chance de se tornar vereador. “Isso só tira votos de quem tem maior possibilidade de ganhar. No fim, o distrito fica sem nenhum representante na Câmara Municipal e, quem sofre com isso, são os moradores de Sousas”, garante.
A convenção para eleger os candidatos será realizada no dia 10 de junho. Até lá, o Jornal Local irá produzir uma série de matérias jornalísticas como perfil de cada um deles. Além disso, será planejado, em Sousas, por um grupo apolítico, um debate em que cada candidato irá expor suas idéias. Ainda não há data prevista para o evento que analisa o desempenho de cada candidato.
Outros candidatos foram contatados, porém, não se manifestaram até o fechamento desta edição.
OS POSSÍVEIS PRÉ-CANDIDATOS A VEREADOR, POR FAVOR, ENTRAR EM CONTATO CONOSCO, POIS, NA PRÓXIMA EDIÇÃO, SERÁ PUBLICADO O PERFIL DE CADA UM.
Nathália Bernardi




