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No dia 29 de março deste ano a menina Isabella Oliveira Nardoni, de cinco anos, foi encontrada caída no jardim do edifício London, onde o pai mora, na zona norte de São Paulo. Ela foi encontrada viva, mas não resistiu e morreu. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Ana Carolina Jatobá passaram a noite na delegacia prestando depoimento.
A rede de proteção da janela do quarto dos irmãos de Isabella estava cortada e havia sangue no apartamento. A primeira impressão da perícia é que a menina tenha sido jogada pela janela do sexto andar do prédio.
O laudo do IML (Instituto Médio Legal) encontrou lesões do corpo da menina incompatíveis com a queda. Então surge a suspeita de que ela tenha sido espancada ou asfixiada antes de ser atirada.
Dia 3 de abril, a justiça decreta então prisão preventiva do pai e da madrasta de Isabella por pelo menos 30 dias. Oito dias após a prisão, os dois suspeitos são liberados após terem o pedido de habeas corpus acatado.
Durante as investigações, a perícia encontrou sangue no carro e nas roupas do pai da menina, além de vestígios do material da rede de proteção da janela da qual Isabella teria sido arremessada.
A polícia já ouviu mais de 47 testemunhas, entre elas: vizinhos, o porteiro do prédio e familiares da menina Isabella. Os vizinhos dizem que ouviram gritos e discussão na noite em que a garota foi morta, porém pai e madrasta afirmam que não houve nenhuma briga naquele dia.
No dia 17 de abril a perícia confirma que a menina havia sido asfixiada por três minutos antes de ser jogada do apartamento e também afirma que não havia uma terceira pessoa no local do crime. Além disso, constata que a pegada encontrada no lençol, na cama próxima à janela é do pai, Alexandre Nardoni.
Em 18 de abril, pai e madrasta prestam novo depoimento e caem em contradição em diversos pontos, principalmente quando narram os horários e o que fizeram naquela noite.
A reconstituição do crime aconteceu no domingo, 27 de abril. Alexandre e Ana Carolina não compareceram, o que estava dentro da legalidade já que pela lei brasileira eles não são obrigados a comparecer e/ou colaborar com a polícia.
Feita a reconstituição o inquérito é finalizado e com isso é declarada a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Para o pedido ser cumprido, o promotor do caso, Francisco Cembranelli, precisa endossá-lo, e um juiz apreciá-lo. Enquanto isso a defesa do casal entra com recursos na justiça revogando a legitimidade do pedido, alegando que as provas apresentadas não são suficientes para incriminá-los.
Por Juliana Furtado




