As ilhas Galápagos estão situadas a mil quilômetros do Equador Continental, à frente de suas costas no Oceano Pacifico. A história das ilhas é muito interessante, tanto no referente à Geologia e Zoologia, quanto na parte humana.
Elas foram descobertas pelas tribos Manteño-Huancavilca, situadas no atual Equador, muitos anos antes da chegada dos hispânicos, e possuem muitas evidências do altíssimo desarrolho que tinham na navegação. Porém, o descobrimento oficial das ilhas é atribuído a Frayle Tomás de Berlanga.
A partir da conquista espanhola, são muitos os relatos e situações que aconteceram nestas ilhas, como por exemplo, o refúgio e esconderijo de tesouros e piratas, em trezentos anos da conquista. Os espanhóis sacaram três mil toneladas de ouro e prata, aproximadamente, das minas de Zaruma e Portovelo. Parte delas parou nas mãos dos piratas e corsários que, quando fugiram, se esconderam nas famosas ilhas Galapagos. Enquanto a pirataria foi um grande negócio para alguns países europeus, os reinos concediam títulos mobiliários a seus piratas.
Depois da grande febre do ouro, as ilhas se tornaram cenário da pesca indiscriminada de Baleias. Henry Melville criou sua novela Mobie Dick, inspirado nos sucessos que se viveram nas Galapagos.
Em 1835 o Beagle, buquê da Marinha Inglesa (a maior da sua época) visitara as ilhas, chegando a bordo um personagem que não fora tão famoso nesses tempos: o estudante de ciências naturais Charles Darwin. Foi ele quem observou cuidadosamente algumas das espécies e, ao realizar uma das viagens mais fantásticos da história, voltara ao seu país com o intuito de pesquisar. O resultado disso foi sua famosa teoria da evolução das espécies.
Darwin utilizou muitos exemplos para obter suas conclusões, um caso é o das tartarugas que logram um tamanho regular no continente, mais elas desarrolharam um tamanho gigante porque não tiveram nenhum depredador nas ilhas.
Em Quito, capital do Equador, haverá nestes dias um festival de mamulengos organizado pela fundação Títere Fue. Faz parte do festival o grupo Tilintintero, radicado desde alguns anos nas Galapagos e apresenta sua obra “O que Darwin não viu da evolução”. Ela descreve o processo evolutivo que fizeram ao longo de milênios as “Gaivotas de cola bifurcada”, aves endêmicas das ilhas que devido ao ataque constante das Fragatas. As fragatas vigiavam todo o dia os ninhos e os filhos das gaivotas para pegar a comida deles. Eles voltaram se aves noturnas desta maneira podiam morar na mesma ilha que as fragatas sem problema.
As Colônias mais numerosas de Gaivotas de cola bifurcada estão nas ilhas Darwin e Wolf. É aqui o cenário onde acontece a história dos mamulengos. O nome da obra é precisamente porque Charles Darwin nunca passou nestas ilhas em sua viagem. Uma outra característica da evolução destas gaivotas é que elas têm manchas fosforescentes, que permitem aos pequenos localizar na obscuridade a seus pais no momento deles trazer o alimento.
A proposta artística é tomar este exemplo da evolução da natureza e fazer uma obra para que, talvez, as pessoas procurem alternativas diferentes e “evolutivas” nas diferentes situações socioeconômicas que temos na vida diária. Sempre tem uma solução em qualquer problema se podemos melhorar nossas condições ou considerar perspectivas diferentes.
“O QUE DARWIN NAO VIU DA EVOLUÇAO”
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