O espetáculo é aberto ao público e terá a regência do maestro Rui Costa,
dia 13, às 20h30
A tradição das músicas natalinas, que passa de geração para geração, permanece viva em pleno século XXI e transmite mensagens de esperança e paz. Para ajudar a difundir o espírito do Natal através da música e do teatro, o Clube Semanal de Cultura Artística apresenta o espetáculo musical Auto dos Sinos de Natal com o Coral Filarmônico de Campinas, dia 13, sábado, a partir das 20h30, em sua sede social (Rua Irmã Serafina, 937 – Centro, Campinas). O evento é aberto ao público e os convites custam R$ 10 para sócios e R$ 15 para não sócios.
O Coral Filarmônico conta com a regência do maestro Rui Costa desde sua formação, há quinze anos e possui dezoito integrantes. Rui, que tem trinta e dois anos de carreira, é responsável pela direção musical do espetáculo. A direção cênica é assinada por Edmar Alexandre. O elenco composto por atores, coralistas e crianças, possui cinqüenta pessoas.
No Paraíso, anjos preparam o nascimento do menino Jesus. Assim é o início do espetáculo. Os pequenos querubins, cada qual com sua vassourinha, varrem o ambiente em que Cristo nascerá. Em seguida, mais crianças entram em cena sob posse de trompetes para anunciar a chegada de Deus.
Além de emocionar, o espetáculo é recheado de humor. Dois anjos são expulsos do Paraíso porque desafinam e ficam inconformados de não poder compartilhar este momento único, ao lado dos companheiros. Eles resolvem então tramar uma estratégia para que possam participar.
O cenário do Paraíso, no alto do palco, é branco com estrelas prateadas. “Com a iluminação, fica lindo!”, entusiasma-se Rui. Com todos os anjos a postos, Maria e José aproximam-se da manjedoura para que aconteça a cena mais emocionante da apresentação.
“O espetáculo mostra o nascimento de Jesus de um ângulo inédito; de uma forma positiva, alegre e engraçada, através da visão dos anjos. Não é enfatizado o sofrimento e as dificuldades de Maria, por exemplo,” explica o maestro.
No repertório da noite especial estarão os clássicos Noite Feliz de Franz Gruber, T´was the night before Christmas de Ken Darby, In Paradisum de Gabriel Fauré, Noite Azul de Caldas e Cavalcanti e Hodie Christus Natus Est de Korman.
Além das músicas de compositores de fama mundial, Rui Costa apresentará as peças Magnificat e Cântico de São José, compostas por ele especialmente para o Auto de Natal.
Segundo Rui o Coral Filarmônico é mantido com a ajuda financeira dos coralistas através de uma taxa mensal e não tem ajuda de patrocinadores. “Sempre tivemos dificuldades para arrecadar verbas e conseguir patrocínio”, confessa. Este ano, porém, a sorte do Coral Filarmônico começou a mudar. O grupo agora faz parte da Organização Social e Civil de Interesse Público (OSCIP) que garante privilégios na arrecadação de patrocínios e verbas para que façam projetos de interesse social. A OSCIP é uma qualificação decorrente da lei 9.790 de 23 de março de 1999 e é semelhante a uma Organização Não Governamental (ONG). Para fazer parte de uma OSCIP é preciso que a entidade não tenha finalidade lucrativa e sim filantrópica, humanitária. Com o apoio, existe a possibilidade de ampliar as atividades do Coral.
Membros da Missão Maronita irão construir um teatro na Paróquia Maronita de São Charbel, localizada no bairro Flamboyant, em Campinas. Além de ser utilizado para ensaios e futuras apresentações, o espaço também será utilizado como Centro Cultural e, futuramente, poderá abrigar cursos de teatro, canto e música.
Rui é considerado por seus coralistas como o maior defensor do canto coral em Campinas. O Coral Filarmônico sempre fez apresentações para pessoas com vulnerabilidade social, além das igrejas e dos teatros. “Agora, ao fazermos parte de uma OSCIP, poderemos ampliar as apresentações para crianças carentes, órfãos e idosos em asilos”, promete Rui.




