Ainda é preciso investir em atividades culturais e educativas, além de parcerias para atrair mais público
Temos uma área rural muito forte e conhecida e com os novos projetos que estão em desenvolvimento é preciso melhorar a organização. Alguns turistas conversaram com o a equipe de reportagem do Jornal Local a respeito da falta de limpeza na trilha de Joaquim Egídio. Reclamam também de uma pilha de bambu queimado e que as lixeiras existentes são poucas.
O subprefeito de Joaquim Egídio, Paschoal Bortoletti, informa que os bambus pegaram fogo em setembro, mas que ainda não puderam ser retirados e que na trilha existem três lixeiras que são o suficiente. “No passado tinham várias lixeiras, mas as pessoas não sabem usar. Encontrávamos todo tipo de coisa lá dentro, inclusive gatos e cachorros mortos, entre outras coisas”, afirma.
Ele informa ainda, que as lixeiras são limpas quase todos os dias e a varrição da trilha é feita uma vez por semana, mas que ainda falta conscientização das pessoas para a maneira correta de descartar o lixo.
Centro de Memória
Existe um Centro de memória do Café anexo à subprefeitura de Joaquim Egídio, mas deve ser de memória curta ou com amnésia porque existe apenas meia dúzia de peças nesse Centro.
E olhem que na gestão do saudoso Toninho esse mesmo espaço serviu para exposições e outras atividades culturais e contou até com a presença de figuras ilustres, como José Midlin, empresário dono da maior biblioteca particular da América Latina e membro da Academia Brasileira de Letras e Sid Bergamin, um dos decoradores mais famosos e prestigiados do país.
Projeto Nossa Terra, Nossa História
No ano 2000 foi recuperada e reconstruída a estação de Joaquim Egídio para abrigar um Centro de preservação da memória do distrito e também um espaço para atividades culturais, ambientais e turísticas. Na reconstrução foram empregados mais de 170 mil reais, financiada pela Petrobrás. Quando foi reinaugurado promovia todas essas atividades, recebia turistas e até reuniões de órgãos do meio-ambiente, mas agora está completamente abandonado.
O projeto “Nossa Terra, Nossa História” pretende utilizar a Estação Ambiental para formar um núcleo de memória, roteiros histórico-educativos, caminhadas ecológicas, cursos e palestras e oficinas de criatividade. Dentre esses tópicos vai trabalhar a memória local através da influência dos imigrantes italianos, receber alunos das escolas municipais para visitação às fazendas históricas, APA, Usina do Jaguari, Observatório, linha do bonde entre outros.
O casarão pertencia a Ettore Nallin a construção é remanescente do processo de desenvolvimento da fazenda Laranjal, onde funcionava um comércio destinado à população que vivia nas fazendas. A família Nallin, que trabalhava com alfaiataria, construiu o casarão e o utilizava como residência e estabelecimento comercial, no auge da lavoura do café.
Francisco Lima Neto




