A procura por cursos técnicos é reflexo das tendências de mercado, no caso da área de saúde, um dos cursos de destaque é o técnico de enfermagem, 80% das vagas para profissionais da enfermagem são para técnicos.
A qualificação profissional passou a ser uma exigência constante dentro dos hospitais que também enfrentam mercados cada vez mais competitivos. Na busca da profissionalização os cursos técnicos são os preferidos entre os jovens e adultos, por facilitarem o ingresso mais rápido ao mercado de trabalho. Esta tendência é indicada no novo Censo Escolar divulgado pelo Ministério da Edu cação, nesta última sexta (16/01) que revela que umas das variações mais significativas foram as da educação profissional técnica, com aumento de 14,7 pontos percentuais. Além de serem uma ótima alternativa para quem está buscando qualificação profissional, eles funcionam como trampolim para promoções para quem já está no mercado. Com uma melhor rentabilidade os profissionais conseguem também investir em ensino superior, graças à expansão e a boa formação das escolas técnicas. Um destes casos é o de Elizeu Josué da Silva, que investiu na sua formação, e com apenas três meses cursando o técnico em enfermagem já conquistou seu primeiro emprego na área de saúde como auxiliar de farmácia no Hospital Celso Pierro da PUC. “Esta oportunidade só apareceu depois que eu comecei a cursar o técnico no ISI. Seria muito difícil conseguir um cargo com carteira assinada, muito menos arrumar um emprego em um hospital como a PUC”.
A diretora executiva do ISI – Instituto de Saúde Integrada, Leide Mengatti, acredita que o caminho do sucesso desses cursos se deve a forma como são estruturados. “Os cursos do ISI, por exemplo, são desenvolvidos para atender às necessidades do mercado da saúde de forma integrada, que buscam profissionais com conhecimentos mais específicos em algumas funções, que só os cursos técnicos têm, como técnico em enfermagem e especialmente os cursos de aperfeiçoamento como urgência e emergência, assistência domiciliar, neonatologia e pediatria, UTI e até mesmo inclusão digital e português”, concluí.
De acordo com a diretora de enfermagem do instituto, Geowanna Higino Silva Santos, outro aspecto é a metodologia de ensino aplicada pela equipe pedagógica do ISI que passa para os alunos não só os conhecimentos específicos de atuação na área, mas principalmente os aspectos humanos que este profissional deve ter. “Com isso, ganham os trabalhadores, que adquirem novos conhecimentos. Ganham as empresas que passam a ter equipes mais capacitadas e ganha a população com a melhoria no atendimento e qualidade do serviço”, explica.
A importância da formação continuada também é fundamental para acompanhar as novidades do mercado da saúde. Segundo a gerente de enfermagem do Hospital Santa Casa de Campinas, Glaucia Calmona Arrojo, os profissionais com qualificação tem mais condições de contribuírem com inovações, melhoram o desempenho do trabalho e consequentemente conquistam novos cargos e empregos. Sabendo desta realidade, a auxiliar de enfermagem Wember Souza Carrara, concluiu o curso de técnica em enfermagem em dezembro, e já conseguiu participar do processo de seleção dentro do próprio hospital onde trabalha (Casa de Saúde de Campinas) e por isso acaba de ser pr omovida para UTI-Neonatal.
Segundo o Ministério da Saúde existe uma forte carência de trabalhadores de saúde no mundo. E no Brasil este é um setor onde o emprego cresceu nos últimos anos, uma tendência que se manterá no futuro, especialmente pela alta complexidade do atendimento, bem como o envelhecimento da população que vem gerando novos serviços para técnicos e auxiliares de enfermagem, como o atendimento domiciliar. É o caso do Hospital Beneficência Portuguesa e da Secretaria Municipal de Campinas, que juntas mantêm cerca de 800 pacientes em atendimento domiciliar.
O Secretário de Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva ressalta que a área da saúde é um mercado promissor, pois mesmo que haja redução de vagas durante uma crise, não irá acabar com o déficit de mão-de-obra qualificada. A construção do Hospital Ouro Verde, o Pronto Socorro Campo Grande, o Pronto Socorro do Centro e os Centros de Saúde, possibilitaram um aumento de contratações no setor. Em 2004, a rede municipal de saúde tinha 3.983 profissionais, hoje tem 5.895, um crescimento de 48%. A aluna Ligia Fernanda Morais é uma das profissionais que conquistou um dest es novos empregos, ela também terminou o curso em dezembro e participou do processo seletivo no Hospital Ouro Verde, começando o ano contratada como técnica de enfermagem. “Estamos cada vez mais procurando profissionais de nível médio que tenham qualificação apropriada. O ISI além de oferecer um ensino de qualidade, tem um grande diferencial pelo caráter humanitário aplicado na formação de seus alunos, e é a única escola que funciona dentro de um complexo hospitalar”, completa o secretário.




