Escolha foi feita pelos leitores de uma revista especializada de circulação
nacional
A Sanasa foi eleita, a Empresa do Ano de Saneamento 2008, na categoria
Empresa Municipal, através da Revista Saneamento Ambiental. Esta é a segunda
vez que a Sanasa recebe essa distinção da revista. A escolha da melhor
empresa foi feita por meio de votação direta realizada junto ao público
leitor da revista, composto por aproximadamente 15 mil dirigentes e técnicos
dos setores de saneamento e meio ambiente.
“Ficamos felizes e honrados em receber essa premiação, principalmente pelo
reconhecimento nacional do bom desempenho da Sanasa”, disse o presidente
Lauro Péricles Gonçalves.
Do total dos votos, a Sanasa recebeu 38%, colocando-se em primeiro lugar
entre as municipais. Em segundo ficou a Cesama, de Juiz de Fora (MG),
seguido pelo SAAE Alagoinhas, na Bahia. Também foram eleitas a Embasa (BA),
na categoria Empresa Estadual, e a Águas Guariroba (MS), na categoria
Empresa Privada.
Os critérios avaliados pelos leitores foram: investimentos na ampliação dos
serviços de água e esgoto; extensão do índice de cobertura do atendimento no
abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos; redução dos níveis de
perda; conservação de mananciais; modernização do serviço; e política
ambiental.
Investimento em tratamento de esgoto é prioridade
A edição de número 138 da Revista Saneamento Ambiental aborda, em uma
matéria especial, a atuação recente da empresa, as obras e os investimentos,
principalmente, no tratamento de esgoto.
Mais de R$ 310 milhões estão sendo aplicados em saneamento básico. A empresa
tem ampliado o índice de tratamento com a inauguração de novas estações como
ETE Anhumas e Piçarrão, e mais recentemente com a ETE Barão Geraldo que
elevou o índice para 70%.
E para o primeiro semestre de 2009 está prevista a inauguração da ETE
Capivari I, na região Oeste do município. A meta da Sanasa é tratar 100% dos
esgotos até o final de 2010 com a entrada em operação das estações
Sousas/Joaquim Egídio, Capivari II, Boa Vista, San Martin, Nova América e
Bosque das Palmeiras. Com a conclusão dessas obras, Campinas será a primeira
cidade do Brasil, com mais de 500 mil habitantes, a ter todo seu esgoto
tratado. “Com mais estas obras estamos garantindo a preservação dos
mananciais e proteção da saúde pública”, enfatizou Péricles.
Novas tecnologias
Na busca do que há de mais moderno e eficiente no tratamento de esgoto, a
Sanasa irá utilizar na estação Boa Vista o tratamento através de um sistema
de membrana em grande escala, que garante uma excelente turbidez da água.
Este procedimento será empregado pela primeira vez no Brasil.
Abastecimento de água potável é garantido
A infraestrutura implantada nas fases de captação, tratamento e adução de
água potável, possibilita o pleno abastecimento público para, pelo menos, os
próximos 10 anos. Os reservatórios construídos e as adutoras instaladas,
integrando e articulando o fornecimento para todas as regiões de Campinas,
garantiram que a cidade, com mais de 1 milhão de habitantes, não corresse
risco de racionamento. A rede de abastecimento de água chega a 98% dos
imóveis, e a rede de coleta e afastamento de esgotos domésticos atinge mais
de 88% dos lotes ocupados.
Há ainda o Programa de Combate e Controle de Perdas de Água, implantado em
1994 na Sanasa, reduzindo os índices de 37,7% para 22,9%. A redução de
perdas é resultado do trabalho composto pela implantação e otimização de
processos, desde a Micromedição que possui 100% das residências com
hidrômetros instalados e com leituras mensais em todas as ligações de água,
pesquisas de vazamentos não visíveis até a implantação de uma Base Cadastral
Digital das Redes de Água e Esgoto que faz o cruzamento de todas as
informações disponíveis no banco de dados da empresa.
Também existem macromedidores em 100% das águas captadas e tratadas, que é
complementado com instrumentos de medidas de vazão, pressão e nível de água
em todos os reservatórios.
Uma importante ação para redução das perdas foi a implantação das Estruturas
Redutoras de Pressão, que são instaladas em regiões com pressões elevadas e
que normalmente apresentam grande número de rompimentos de redes e ramais,
com a finalidade de minimizar tais ocorrências e postergar as obras de
substituição.




