“A montagem tem o tom do humor dos anos 80, quando a gente se divertia muito fazendo teatro”, diz a atriz Cristina Mutarelli do espetáculo que protagoniza a partir de 14 de março na Sala B do Teatro Alfa, Uma Mulher de Vestido Preto, que tem ainda no elenco o ator Nilton Bicudo. Com direção de Roney Facchini, a peça marca a estréia como autor de Jorge Félix, jornalista de 40 anos envolvido com o teatro desde a adolescência.
A mulher de preto é Cleusa Maria, bem-sucedida como mãe e empresária, mas, como tantas mulheres, ainda em busca do grande amor. Ao esperar o telefonema de sua nova paixão, ela relembra as dificuldades de sua vida amorosa: desde o casamento acabado até as aventuras com homens bem mais jovens. Durante este relato, ela revela suas modificações de personalidade para se adaptar aos romances, como se estivesse sempre provando um vestido.
Para o diretor Roney Facchini, “é uma peça de comunicação direta com a platéia. A busca de uma mulher pela felicidade amorosa e social, mas sem tristeza, sem drama, com muito humor e alguns momentos líricos”.
“Mas além das gargalhadas”, diz Mutarelli, “existe um inegável retrato da mulher contemporânea. Aquela que não tem tempo para si, que sempre vai dormir devendo coisas que não conseguiu fazer, pois a vida é correr e a sobrevivência ficou em absoluto primeiro lugar. A peça consegue colocar isso de uma maneira muito divertida.”
Curiosamente, Cristina Mutarelli e Roney Facchini começaram suas carreiras no mesmo espetáculo: Parentes entre Parênteses, de Flávio de Souza, montada pelo grupo Pod Minoga em 1983. Depois, nunca mais trabalharam juntos. Agora, 26 anos depois, o fazem em dose dupla: como atriz e diretor em Uma Mulher de Vestido Preto e como atores, interpretando marido e mulher na novela Caras e Bocas, de Walcyr Carrasco e direção de Jorge Fernando, a próxima das 19h da Rede Globo.
Uma Mulher de Vestido Preto tem cenários de Luís Frugoli, figurinos de Mira Haar, trilha musical de Zezinho Mutarelli, iluminação de Jairo Matos e direção de produção de Sonia Kavantan. Uma realização de Kavantan & Associados – Projetos e Eventos Culturais. Patrocínio exclusivo de Bradesco Prime.
Um Deus ligou lá em casa, por Jorge Félix
Escrevi “Uma mulher de vestido preto” em 1996 quando morava em Brasília. Era repórter de política e, saturado pela dura realidade, decidi voltar ao teatro, ao qual tinha me filiado aos 16 anos, atraído pelos ares do humor do Besteirol carioca, e me distanciado por pressão do jornalismo. Precisava rir. O tema da mulher solitária me rondava, me invadia os ouvidos em forma de histórias patéticas ou incríveis – mas quase sempre hilárias. Às vezes os relatos eram em tom de lamentação, “coitada!”, “ que azar!”. Mas eu ria. Quando percebi, era só sentar e escrever, pois, aos poucos, tudo aquilo havia forjado Cleusa Maria.
Um dia, Bete Coelho leu a peça no sofá da minha sala. Quando acabou, disse: Cristina Mutarelli. Meses depois, uma leitura maravilhosa, sob aplausos e risos de uma platéia lotada, confirmou a escolha certa. Mas elas nem sabiam que eu, abusado, havia mandado o texto para Paulo Autran. Bastou uma noite para ele ler (era o prazo de sua generosidade e compromisso com o teatro) e ligar. “Eu simplesmente adorei, ri as gargalhadas”, gravou, com sua voz divina, na minha secretária-eletrônica. Fez sugestões, lemos todos juntos e parecia um Deus dentro da minha mente a captar tudo o que eu deixara oculto. Queria dirigir. Não conseguiu. Mas disse: Cristina Mutarelli. E ela, depois de algum tempo, disse: Roney Facchini. E este disse: Nilton Bicudo. E eu só poderia dizer: obrigado.
Cristina Mutarelli – Ganhadora dos prêmios APCA e Apetesp, é atriz, escritora, poeta, artista plástica e professora de interpretação formada pela USP e pelo Lee Strasberg Theater Institut of New York. Trabalhou com alguns dos mais notáveis diretores como José Celso Martinez Correia (“Cacilda”), Naum Alves de Souza (“Big Loira” e “Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão”), José Possi Neto (“Tartufo” e “Feliz Páscoa”), Flávio de Souza (“Parentes entre Parênteses” e “Quase Um Bibelô”) e o norte-americano Lee Breuer (“Pootanah Moksha”). Em 2004, atuou na peça “As Estrelas do Orinoco” (dirigida por Ligia Cortez) e dirigiu “Pedro e Vanda”, com Gabriela Duarte. Em cinema atuou em “Anjos da Noite” (Wilson Barros), “Fogo e Paixão” (Isai Weinfeld), “Marcio Kogan” e “Romance” (Sergio Bianchi). Escreveu o monólogo “Pai”, encenado por Bete Coelho e dirigido por Paulo Autran. Ganhou o prêmio APCA de melhor atriz por “Tartufo” e Apetesp por “Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão”. Foi indicada para o prêmio Shell por sua atuação em “Big Loira”.
Nilton Bicudo – Ator e diretor, desde 1990 trabalha intensamente em teatro, cinema e televisão. Como intérprete fez entre outras peças: O Santo Milagroso, de Lauro César Muniz, direção de Célia Helena; Lisístrata, de Aristófanes, direção de Gianni Ratto; Tudo de Novo no Front, texto e direção de Aimar Labaki; Ifigênia, de Eurípedes, direção de Elias Andreato; Rimbaud, textos de Artur Rimbaud e Paul Verlaine, direção de Elias Andreato; Édipo de Tabas, de Sófocles, direção de Cibele Forjaz e Renato Borghi; Triálogo, de Pedro Vicente, direção de Nilton Bicudo; Woyzeck, de Georg Büchner, direção de Cibele Forjaz; Chega de História, texto e direção de Fauzi Arap; O Método, de Mário Bortolotto, direção de Fernanda D’umbra; Timão de Atenas, de Shakespeare, direção de Elcio Nogueira Seixas; O Natimorto, de Lourenço Mutarelli, direção de Mário Bortolotto.
Roney Facchini – Integrante do grupo Pod Minoga, onde desde 1983 fez vários espetáculos: Parentes entre Parênteses, O Purgatório, Santa Joana, Com a Pulga Atrás da Orelha e outras. Como diretor assinou entre outros: I Festival de Peças de 1 Minuto, 11 textos de diversos autores (2007); Bregópera (2005), O Rapto do Serralho, ópera de Mozart (2004); Pindorama Holiday, de Jean Garfunkel (2003); Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesserling (1996); Ifigonia, autor desconhecido, clássico do teatro medieval italiano (1994). Como ator, fez ainda Teledeum, direção de Cacá Rosset com o Ornitorrinco; Almanaque Brasil, de Noemi Marinho; Cabaret Brecht, de Myrian Muniz; Temporada de Gripe, de Will Eno, direção de Felipe Hirsch; Terça Insana; direção de Grace Gianoukas; Avenida Dropsie, direção de Felipe Hirsch; Lágrima de Vidro, de Cláudia Vasconcellos, direção de Jairo Mattos; O Homem, a Besta, a Virtude, de Pirandello, direção de Marcello Lazzaratto; Ricardo III, de Shakespeare, direção de Jô Soares; Alegria de Palhaço, texto e direção de Antonio Rocco; O Eclipse, de Jandira Martini, direção de Jô Soares, entre outros.
O maior patrimônio de uma nação é sua cultura.
Alinhado à proposta de reconhecer o talento e valorizar a cultura como elemento de transformação social, democratizando o acesso à formação e à informação, foi criado em 2008 o Prime Arts, um programa que vem assinando todos os eventos culturais que contam com o patrocínio do Bradesco Prime, como é o caso de Uma Mulher de Vestido Preto.
Desde que surgiu, o Prime Arts já apoiou várias iniciativas que colocam lado a lado qualidade, bom gosto e diversidade, como os espetáculos Hamlet, O Bem Amado, A Alma Boa de Setsuan, Ensina-me a Viver e My Fair Lady. Na música clássica, projetos de grande porte: Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, Mozarteum Brasileiro, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e Ópera Prime Café. Na dança, destaque para Noé Noé – Deu a Louca no Convés, espetáculo assinado por Ivaldo Bertazzo. Na MPB, as turnês pelo Brasil de duas artistas consagradas: Elba Ramalho e Mônica Salmaso.
Mas o Prime Arts não é só isso. É também uma maneira que o Bradesco Prime encontrou para combinar inovação e criatividade, investir em responsabilidade social e aprimorar o relacionamento com a comunidade e, sobretudo, com seus clientes, viabilizando o acesso a benefícios exclusivos, valorizando o relacionamento especial e parceiro.
Prime Arts: A vida é boa. Mas só com tempo para a cultura é Prime.
UMA MULHER DE VESTIDO PRETO no Teatro Alfa Sala B – Serviço:
Estréia: 14 de março de 2009, sábado, 21h
Temporada: até 31 de maio – sempre aos sábados às 21h e domingos às 20h.
Local: Teatro Alfa – Sala B (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – tel. 5693.4000)
Lotação: 200 lugares
Preço: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia)
Duração: 60 minutos
Estacionamento: Valet = R$ 19,00 – Self = R$ 9,00
Recomendada para maiores de 14 anos
Como Comprar:
Os ingressos dos espetáculos promovidos pelo Instituto Alfa de Cultura no Teatro Alfa estarão à venda sempre com 15 dias de antecedência.
Por Telefone: 5693-4000 e 0300-789-3377 (Serviço exclusivo do Teatro Alfa)
Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard e Diners Club), de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 17h. Em dias de eventos até 1 (uma) hora antes do início dos mesmos. Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro no dia do espetáculo. Obs.: Sem taxa de conveniência.
Pessoalmente – Bilheteria do Teatro Alfa:
Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard, Diners Club), cartões de débito (Visa Electron e Redeshop) ou dinheiro, de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 18h. Em dias de eventos até o início dos mesmos.
Site: www.teatroalfa.com.br
Patrocínio exclusivo: Bradesco Prime
Apoios: Lei Federal de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura
Realização: Kavantan & Associados – Projetos e Eventos Culturais




