Nesta segunda-feira (09/03), após algumas discussões favoráveis, foi
aprovado o projeto do vereador Cidão Santos (PPS) que obriga clubes
desportivos e de campo com piscina a manter salva-vidas em tempo
integral. De acordo com o projeto, a proporção de salva-vidas será a
seguinte: um salva-vida para instituição que possua de 500 a mil sócios;
dois salva-vidas para o clube que possuir até cinco mil sócios e três
para os que tiveram acima disso.
Ainda segundo o projeto, o desrespeito à lei prevê multa de 3 mil UFIRs,
lacração e, por fim, suspensão definitiva do alvará de funcionamento. Na
justificativa o vereador lembra que no Brasil o número de afogamentos
chega a oito mil por ano, sendo que, segundo ele, 65% dessas mortes são
de crianças. Para ele, muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas
se houvesse no clube a presença de um profissional.
O vereador, durante discurso na tribuna, considerou a proposta como
defensora da vida. “Nos últimos dois anos em Campinas tivemos dois
acidentes, um no clube do Banco do Brasil e outro no da Polícia Militar,
onde duas crianças vieram a falecer. O salva-vidas não só tira as
pessoas da água, mas também dá suporte ao acidentado”. afirmou Santos.
O tucano Valdir Terrazan foi um dos vereadores favoráveis ao projeto.
Ele disse que a iniciativa só surgiu porque há demanda, ou seja, a
sociedade está cobrando.
Para virar lei, a proposta que foi aprovada em segunda discussão deverá
passar pela avaliação do Executivo, que vai sanciona-la ou veta-la.




