MAUI, Havaí, 27 de março
A conservação das espécies
marinhas mais carismáticas, as baleias e os golfinhos, avançou hoje
com o início da conferência sobre áreas protegidas para mamíferos
marinhos.
Mais de 150 especialistas de 30 países, inclusive representantes da
América Latina, se reúnem em Maui, no Havaí, essa semana, para criar
redes de áreas protegidas, que servirão para proteger espécies
vulneráveis e também os lugares dos quais elas dependem.
Erich Hoyt, da WDCS (Whale and Dolphin Conservation Society), um dos
patrocinadores do evento, declarou que: “Se queremos realmente salvar
as baleias e os golfinhos, temos de pensar em salvar seu habitat.
Testemunhamos recentemente a extinção do baiji, o que representa a
perda de uma família inteira de animais”.
A América Latina foi pioneira na criação de áreas marinhas protegidas
(AMPs) para a conservação das baleias. Em 1971, o México protegeu a
lagoa marinha Olho da Lebre, em Baja California. Outras lagoas se
somaram a essa e criou-se, então, a Reserva da Biosfera de El
Vizcaino. Atualmente, a WDCS faz uma campanha para que se criem 12
grandes AMPs e redes de AMPs até 2012.
“Por causa das suas características, os cetáceos são extremamente
vulneráveis, e hoje mais que nunca enfrentam muitas ameaças. É nossa
responsabilidade reduzi-las ao máximo. A criação e expansão de novas
áreas protegidas, junto com o desenvolvimento e a implementação de
planos de gestão adequados à nossa realidade regional podem se
transformar em medidas concretas e eficazes para gestão e conservação
dessas espécies. Na América Latina, esse processo já começou, e
países como o México, Costa Rica, Panamá, Chile e Brasil declararam
suas águas jurisdicionais como zonas de proteção para baleias e
golfinhos, de acordo com as políticas de conservação e uso não letal
que os governos da região têm promulgado e implementado há alguns
anos”, afirmou Cecilia Gasparrou, da WDCS para a América Latina.
A Declaração de Bariloche, resultante do Segundo Congresso
Latino-Americano de Parques Nacionais e outras Áreas Protegidas, que
foi realizado em Bariloche, Argentina, em 2007, afirma que é
preocupante que a cobertura das AMPs na América Latina represente
apenas aproximadamente 0,5% da superfície marinha da região.
Para obter mais informações, visite http://www.wdcs.org




