A ação interposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Prefeitura Municipal de Campinas contra os fechamentos dos condomínios da cidade, continua difícil de resolver, pois envolve muitos interesses.
O assunto é ainda mais polêmico quando se fala do condomínio San Conrado, que ocupa uma área de aproximadamente 2.300.000m² e abriga mais de duas mil famílias.
Os loteamentos encontram-se devidamente aprovados pela Prefeitura através do decreto de lei nº 5.466/78 e recebem a permissão de uso das áreas públicas. Porém, a comissão criada pelo Grupo Técnico de Análise de Fechamento de Loteamentos pretende reavaliar sua adequação conforme a lei 8.736/96 sobre o fechamento de loteamentos.
A proposta apresentada pela Prefeitura para o San Conrado é a liberação do tráfego da avenida San Conrado e o prolongamento da avenida Mackenzie, trechos de importante acesso. Para esse projeto foi apresentada a criação de seis “bolsões”, mas tal proposta é rejeitada por 99% dos moradores que adquiriram seus lotes pagando pelo preço de loteamento fechado.
Desvalorização dos Imóveis
Os empresários do setor imobiliário que atuam na região afirmam que haverá uma grande desvalorização dos imóveis.
“Todo ano tem essa corrida. É inevitável a criação de bolsões, mas, se isso acontecer, a prefeitura vai ter que arcar com a manutenção do local. A minha opinião é que o valor de mercado dos imóveis cujo valor gira em torno de R$100.000 ficará no mesmo preço. Já os imóveis no valor de R$400.000 a R$500.000 haverá uma grande desvalorização”, diz Vitorino Santana.
“Com certeza haverá uma grande desvalorização dos imóveis, mas no meu ponto de vista este assunto é mais uma questão política”, afirma Natalino do Nascimento.
“Pode não desvalorizar no momento, pois os condomínios fechados têm valor agregado, mas com o tempo isto será inevitável”, diz Renato Valentim.
Moradores
“A prefeitura está sendo radical, porque existem vários condomínios ilegais. Deve haver algum interesse político nessa história. Agora se a Prefeitura assumir todas as despesas sou a favor então da abertura”, afirma Miguel Dentini Neto.
“Bolsões menores terão mais segurança, controle, mas os imóveis que estão localizados na avenida serão mais prejudicados. Acredito que haja muitos interesses políticos”, diz Vanderlei Calefi




