O talento e a ousadia do cantor Arnaldo Antunes pode ser conferido no dia 17 de abril no Parque D. Pedro Shopping. No palco, Arnaldo apresentou canções de seu mais recente CD, intitulado “Qualquer”. O álbum traz parcerias com os Tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown, Dadi Carvalho, Adriana Calcanhotto, Gilberto Gil e Branco Mello.
Compositor, cantor e poeta Arnaldo Antunes é um dos principais representantes da nova geração de músicos brasileiros. Nos anos 80 foi um dos fundadores do grupo de rock Titãs, fazendo parte da banda até 1992. Arnaldo ficou bastante conhecido pelas músicas Pulso e Comida. Em seus trabalhos, o músico mescla a influência do concretismo paulistano e do rock. O CD “Qualquer” é o nono trabalho da carreira solo de Arnaldo.
JL – Conte-nos como é esse novo trabalho em parceira com os Tribalistas (Marisa Monte e Carlinhos Brown), Dadi Carvalho, Adriana Calcanhotto, Gilberto Gil e Branco Mello.
Arnaldo – Esse disco tem variedade de parceiros diferentes, como Marisa e Carlinhos pós Tribalistas, nós sempre compomos quando conseguimos nos encontrar. Com o Carlinhos algumas músicas que gravamos juntos vão para o 9º cd dele.
Com a Dadi Carvalho houve muita facilidade na parceria, nós fizemos juntos as músicas “As coisas” e “Para lá”, pretendo trabalhar mais com ela no futuro.
Há uma outra parceria com os portugueses Helder Gonçalves e Manuela Azevedo, integrantes da banda Clã, a última também com Chico Salem. Manuela inclusive deu ao cd o título de “Qualquer”.
Algumas canções minhas que foram gravadas por outros intérpretes e que sempre tive vontade de cantar, como Lua Vermelha (parceria com Carlinhos Brown, gravada por Maria Bethânia em Âmbar, 1996), Eu Não Sou da Sua Rua (parceria com Branco Mello, gravada por Marisa Monte em Mais, 1990) e As Coisas (parceria com Gilberto Gil, gravada por ele e Caetano Veloso em Tropicália 2, 1993).
JL – O seu nono trabalho, o cd “Qualquer”, tem o nome reduzido como os outros que você faz. Esse nome tem jogo entre o título e o cd? O que significa “Qualquer”?
Arnaldo – O nome “Qualquer” surgiu por causa da música, foi por graça entre mim e Manuela Azevedo um disco a mais dentre tantas informações, significa, acima de tudo, todo aquele que quer. Eu gosto disso!
JL – Como está sendo a aceitação do público com esse trabalho?
Arnaldo – A aceitação está ótima! Comecei a turnê no final de 2006 e vou até o final deste ano. O show é especial, diferente, não tem bateria e nem percussão, deixando as pessoas mais atentas para as canções.
JL – Quais foram as cidades que você fez show nessa temporada.
Arnaldo – Passei por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Salvador, interior de São Paulo e Montevideo.
JL – Quais foram as experiências, relevantes, que você obteve na época dos Titãs e como suas outras parcerias.
Arnaldo – Sempre tive parceiros diferentes, gosto, pois há adequações diferentes de um para outro, é estimulante. Faço sempre um apanhado geral da carreira, que há uma grande variedade e formatos novos.
JL – Seus versos são famosos e a sua letra é muito boa! De onde vem suas inspirações?
Arnaldo – Vem de tudo, de qualquer coisa, de viver, ler no jornal, de um mosquito, os cosmos. Penso apenas em como vou falar as coisas, assuntos banais tornam-se especiais, basta saber passá-los.




