A visita do papa Bento XVI ao Brasil, tem objetivos bastante específicos. Além de anunciar a canonização do Frei Galvão, o “primeiro santo brasileiro”, e de manter diversos encontros com fiéis, ele também irá presidir a abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. A Conferência de Aparecida irá debater o novo contexto em que se encontra a população da América Latina, especialmente em relação às mudanças culturais, religiosas e políticas.
Na opinião do teólogo e filósofo Leonardo Boff , a Conferência deveria discutir o futuro do planeta e as igrejas devem ajudar os fiéis a se adaptarem às mudanças climáticas e com os recursos próprios da religião a minorar os efeitos maléficos do aquecimento global.
Boff diz que não espera muito do evento em Aparecida. Nas Conferências anteriores sempre se identificou que a causa maior da probreza se deve ao sistema econômico, político e cultural que se instalou desde os tempos da colônia que em termos diretos se chama de capitalismo hoje em sua versão neo-liberal.
Para Boff, a estratégia do atual papa é construir a igreja para dentro, distanciada criticamente do mundo no qual vê acima de tudo riscos de relativismo, de materialismo e de modernismo.
Boff foi frade da Igreja Católica e punido pelo Vaticano por publicações ligadas à Teologia da Libertação, movimento de destaque entre os anos 60 e 70 na América Latina, que incorporava elementos de análise sociológica marxista ao catolicismo. Na época em que o brasileiro sofreu essas sanções, o atual papa, Bento XVI, então cardeal Joseph Ratzinger, ocupava o cargo de prefeito da Congregação no Vaticano.
Teologia da Libertação continua viva e forte no Brasil e em muitas partes do mundo
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