O promotor de Meio Ambiente de Campinas, José Roberto Carvalho Albejante
disse nesta terça-feira (14/04), na Câmara Municipal, que a maior
dificuldade para a viabilização dos termos de ajuste de conduta (TAC) é
a fiscalização. De acordo com Albejante – que participou do evento
Recursos Florestais e Hídricos na RMC – os organismos precisam criar
estratégias eficientes de acompanhamento em eventuais processos de
remediação ou recuperação de áreas degradadas. Albejante citou a Sanasa
como um exemplo de sucesso num desses termos de ajuste. “Quando foi
instalado, há cerca de 13 anos, Campinas tinha 3% do esgoto tratado.
Hoje já chega a 75% com perspectiva da integralidade nos próximos anos”,
lembrou.
Além do promotor, a engenheira agrônoma e supervisora técnica, Marta
Portas, falou sobre o Programa Mata Ciliar da Secretaria de Meio
Ambiente do Estado de São Paulo na Bacia do PCJ e do Rio Mogi Guaçu. O
projeto de recuperação de matas ciliares estabelece diversas formas
alternativas de fazer a restauração das áreas. “É muito importante o
envolvimento da comunidade e a organização do setor dos produtores
rurais, além das políticas públicas que devem auxiliar a categoria a
recuperar suas áreas”, defendeu.
Também participaram do evento: Maria de Fátima Tonon da Pró Ambiente; a
diretora geral do DEPRN, Irene Tosi Ahmad; o Secretário Executivo do
Consórcio PCJ, Dalto Brochi e por fim, Richard Hiroshi, do Controle de
Poluição Ambiental da CETESB.
O encontro foi uma parceria do vereador Luis Yabiku (PDT) com a Pró
Ambiente Assessoria Ambiental, com o objetivo fornecer informações das
novas leis e projetos para a melhoria da qualidade do meio ambiente em
Campinas. Para Yabiku, a palestra foi produtiva. “Eu não esperava
tamanha participação popular. O nível dos palestrantes estava muito bom,
atingindo desde estudantes até técnicos da área, e Campinas ganhou com
isso”, disse.
Yabiku lembrou ainda da Comissão Especial de Estudos (CEE) que preside,
sobre o sistema de coleta de lixo no município e a situação dos aterros
sanitários em Campinas. “A questão dos aterros tem muito haver com as
discussões hoje, já que, uma vez que a cidade não tem um aterro viável,
deposita lixos nas margens e nascentes dos rios e nas matas”, falou.




