O Observatório do Emprego e do Trabalho da Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho de São Paulo (SERT) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP) aponta que no mês de abril deste ano o Estado de São Paulo foi responsável por 68% (72.022) dos 106.205 postos de trabalho criados em todo o Brasil.
Nos anos recentes (2001 a 2008), no mês de abril foram criadas, em média, 96 mil vagas no Estado. Em abril deste ano, as 72 mil vagas criadas correspondem a 75% da média histórica deste mês. Já o número de vagas geradas em todo o Brasil caiu de 218 mil para 106 mil, o que representa apenas 49% da média histórica.
Entre as regiões que mais se destacaram em abril deste ano, na comparação com a série histórica, estão São José do Rio Preto, que alcançou 298%, Bauru (141%), Ribeirão Preto (136%), Barretos (134%), Presidente Prudente (118%) e Franca (111%).
Na contramão da geração de vagas, outras regiões ficaram muito aquém da média histórica do mês, como a Metropolitana de São Paulo (29%), Marília (24%), Sorocaba (12%) e Santos, que praticamente estagnou com um índice de apenas 3%.
Segundo o secretário estadual do Emprego, Guilherme Afif Domingos, a explicação para o melhor desempenho de São Paulo foi o atraso na safra da cana-de-açúcar. “As regiões onde a agricultura é mais forte foram as que mais contribuíram para o bom desempenho, com destaque para a colheita de cana e produção de álcool. Esses dados são atípicos pois a moagem da cana começou praticamente agora, pois estavam atrasadas por falta de acerto para financiamento. Já as regiões que ficaram abaixo da média são as que em geral tem mais empregos industriais”, avalia.
Embora tenha criado 72.022 vagas em abril deste ano, no mesmo período do ano passado o saldo positivo de empregos no Estado de São Paulo foi de 144.939 vagas.
Todas as 15 regiões administrativas do Estado apresentaram um saldo positivo na variação do emprego. Em números absolutos, Campinas apresentou a maior variação (10.388), seguida por São José do Rio Preto (10.187), Bauru (9.682), Ribeirão Preto (8.928) e a Região Metropolitana de São Paulo (8.158).
Nos últimos 12 meses houve um crescimento líquido de 193.804 postos de trabalho, sendo 78% (151.503) na Região Metropolitana de São Paulo, 6% (12.456) na região de Campinas e 5% (9.293) na de São José dos Campos.
Em abril deste ano, entre os trabalhadores que foram demitidos cresceu a proporção de pessoas com 30 anos ou mais, que possuem escolaridade equivalente ao ensino médio ou nível superior e as mulheres.
A pressão salarial de abril está 10% abaixo, aproximadamente, da pressão salarial histórica (0,82 contra 0,89). Já a taxa de rotatividade da mão-de-obra (admitidos x demitidos) está aproximadamente 10% acima do valor histórico (3,26% contra 2,90%). O professor Hélio Zylberstajn explica que em março deste ano a rotatividade atingiu 3,72% e que entre as regiões com maior taxa estão Barretos (5,46%), Franca (4,12%), Central (3,87%) e Ribeirão Preto (3,84%). “Os valores desses dois indicadores podem ser considerados como evidência de que algumas empresas estão promovendo a rotatividade da sua mão-de-obra para provavelmente reduzir seus custos”, analisa.
O Observatório aponta também que houve perda líquida de emprego em quatro dos 21 ramos de atividade analisados. Entretanto estas perdas foram compensadas pelo crescimento dos demais ramos, como Agricultura (19.410), Indústria de Transformação (15.975, basicamente corresponde à atividade de produção de álcool) e Transporte (9.066).
O Observatório
O Observatório do Emprego e do Trabalho contém informações detalhadas de todos os 645 municípios paulistas, bem como das 15 Regiões Administrativas do Governo do Estado. Os dados podem ser acessados no site www.observatorio.sp.gov.br. A ferramenta é atualizada mensalmente e mapeia a situação real do mercado de trabalho, o que inclui Variação no emprego segundo a Região Administrativa, Variação no emprego segundo o Ramo de Atividade, Salário médio real dos admitidos, Pressão Salarial, Rotatividade da mão-de-obra, Análise ocupacional do mercado de trabalho, Perfil dos Admitidos e Desligados e Informalidade.




