Nem bem foi anunciada e a mudança no ensino fundamental já causa confusão por parte de pais e alunos – muitos não entendem direito o que o acréscimo de um ano vai representar. É por isso que as escolas devem estar preparadas não só para a adequação do novo currículo, como também para esclarecer possíveis dúvidas.
Na prática não deveria haver tantas dúvidas, pois o último ano da educação infantil, mais conhecido como pré, apenas passa a se chamar primeiro ano ou primeira série e a integrar o ensino fundamental. “A diferença, na realidade, acaba ficando mais na nomenclatura e na antecipação do ensino básico obrigatório”, esclarece Marta Bitetti, coordenadora pedagógica da Escola Ápice de Educação Infantil, localizada no Jd. Guedala (zona Oeste). Muitos pais, no entanto, ainda estão desconfiados de que o currículo escolar vai sofrer alterações e passam essa ansiedade para as crianças.
Segundo a educadora, os alunos que já freqüentam o ensino fundamental recebem a mudança mais naturalmente e muitas vezes são as outras pessoas que passam as incertezas para as crianças. “Daí muitas se questionarem se terão de estudar um ano a mais, quando na verdade serão reclassificadas”, explica Marta.
A escolas têm até 2010 para se adaptar ao novo modelo. Na Ápice, as mudanças vão ocorrer já em 2006, com a extinção prevista para 2007, a educação infantil passa a atender crianças até 5 anos de idade. “Achamos melhor ver como as escolas que já efetuaram a mudança e o governo respondem às novidades”, diz a coordenadora. “E assim trazer a mudança, já melhorada e experimentada, para cá”.
As crianças ainda podem ser matriculadas na pré-escola e dali, reclassificadas, saem direto para a segunda série. Ou então, como aconselha Marta, “os pais já podem colocar seus filhos em uma escola de ensino fundamental de primeira à nona série, no ano em que completarem 6 anos”.
Após o período de adaptação às novas regras, todos saem ganhando, segundo a educadora, “pois tanto alunos da rede pública como particular terão direito a mais tempo de ensino obrigatório e todo o país cresce com isso”.
Escola mais cedo: o que muda na vida das crianças?
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