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terça-feira, fevereiro 17, 2026
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PESQUISA REVELA PERFIL DO CONSUMIDOR DE BAIXA RENDA

Data:

De acordo com Data Popular, as classes C, D e E já representam 85% da população nacional e movimentam R$ 620 bilhões por ano. Além disso, detêm 69% dos cartões de crédito em circulação e representam 75% dos usuários de internet no País. Nessa fatia de mercado, 88% da população adulta não possuem curso superior. Os dados confirmam o peso que o segmento de baixa renda exerce na economia brasileira.

Estudar o comportamento do consumidor de baixa renda vem sendo a prática e sem dúvida a principal estratégia comercial e de marketing para as empresas com produtos voltados a base da pirâmide. Em contrapartida, por parte das políticas públicas, nada acontece a fim de preparar melhor esta parcela da população, para realizar negócios interessantes, sem pagarem juros absurdos que muitas vezes já estão embutidos no parcelamento como forma de disfarce.

Segundo o consultor empresarial e autor do livro ‘A Nova Era do Consumo de Baixa Renda’, Sérgio Nardi, os varejistas utilizam de muitas técnicas para atrair e convencer este tipo de comprador e por falta de conhecimento e condições de contestar acabam realizando a compra e se prejudicando, ou seja, pagando o dobro do valor do produto, para que a parcela caiba em seu bolso.

“São consumidores despreparados que compram por impulso e têm completo desconhecimento sobre juros e financiamentos. A ausência de qualidade na educação é a grande culpada por este cenário, se é que ao menos podemos dizer que exista qualquer qualidade no ensino público hoje no Brasil”, afirma Nardi.

Segundo dados do ENEM de abril de 2009, apenas 8% das escolas “tops” são públicas e este pequeno círculo de destaque, provem de escolas profissionalizantes, ligadas a universidades ou que fazem seleção para ingresso. E se tratando das escolas públicas convencionais, a situação é mais crítica e o melhor colégio público, ocupa a vexatória posição de 1.935 entre as melhores escolas, segundo o ENEM.

Esse hiato social no ensino entre particulares e públicas só prejudica ainda mais as classes sociais mais desfavorecidas, ou seja, o presente e futuro consumidor de baixa renda, enfrenta e continuará enfrentando dificuldades de raciocínio e de conhecimento matemático, frente as inúmeras nuances financeiras embutidas nas prestações e nos financiamentos.

“A saída é o investimento maciço em educação. Fazer uma revolução na capacitação do brasileiro. Exigir educação de qualidade e garantir a mesma chance para todos. Fazer com que todas as escolas do Brasil tenham a mesma qualidade, afirma o senador Cristovam Buarque, no livro A Nova Era do Consumo de Baixa Renda – 2009.

Em resumo a saída está em igualar ou melhorar a condição educacional da população a fim de gerar crescimento contínuo e sustentado do mercado de consumo de baixa renda, porém com consumidores conscientes e com formação adequada.

Perfil da baixa renda

– Representa, ao todo, 85% da população brasileira;

– Movimenta R$ 620 bilhões por ano na economia;

– Renda cresceu R$ 163 milhões de 2002 a 2008;

– 88% da população adulta não têm curso superior;

– Detém 69% dos cartões de crédito do País;

– Representa 75% dos usuários de internet;

– 44% das famílias cuidam da criança do vizinho, contra 6,5% na classe A;

– Todo o ano surge no Brasil 1,2 milhão de novas famílias – 80% nas classes C, D e E;

– 75% dos consumidores de classe C têm algum tipo de receio ao comprar um imóvel, contra 45% na classe A;

– Na classe C, receio é de não conseguir pagar o imóvel. Na classe A, medo é de construtora não entregar.

Sérgio Nardi

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