Por Mariana Dorigatti
Nos primeiros seis meses de governo muitas obras continuam inacabadas, e alguns dos projetos em andamento ainda não têm prazo para entrega. Na região de Campinas podem-se detectar problemas principalmente na área de saúde, como o Hospital Ouro Verde que necessita de mais leitos, e o Posto de Saúde de Sousas que precisa urgentemente de ampliação ou transferência para um outro local, pois a população está sendo atendida até mesmo dentro de espaços improvisados (banheiros). Questionada sobre essas questões, a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Campinas afirmou que existe um projeto de reforma e ampliação deste Centro de Saúde dentro do cronograma de obras da Secretaria de Saúde, estabelecido de acordo com prioridades. Em relação ao Hospital Ouro Verde, foi informado que as obras já estão concluídas.
Algumas destas obras foram financiadas pelo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e apenas 7% foram entregues, sendo que outros 64%, equivalentes a 7.721 projetos, ainda nem saíram do papel mesmo após dois anos e três meses de existência do programa.
Em relação aos distritos, algumas pendências não foram solucionadas, casos esquecidos como a Rua Ana Frata de Paula no Jd. Jatibaia que aguarda o recapeamento desde 1978. A assessoria afirma que existe um processo em andamento para resolver esta questão, e que o recapeamento ainda não foi feito devido à necessidade de definir a largura do trecho que se apresenta muito irregular, o que dificulta o calculo para o tamanho das calçadas, segundo a assessoria o governo municipal, através do Programa de Pavimentação e Recuperação de Vias Públicas, atingiu, desde 2005, mais de 600 quilômetros de ruas e avenidas da cidade, com trechos importantes.
Um dos pontos que mais preocupa os moradores é a questão da APA (Área de Preservação Ambiental) e APP (Área de Preservação Permanente), que frequentemente vem sendo ameaçada. Respondendo a esta questão a assessoria informou que estão sendo adotados os critérios definidos no Plano de Ocupação das bacias dos córregos dos Pires e Santana, conforme determina Ordem de Serviço emitida pelo prefeito. Tal Plano mapeou todas as APPs e matas destas bacias, que deverão formar parte do Corredor Macroecológico Norte, servindo de critério para análise de qualquer empreendimento ou atividade, sendo exigido o licenciamento ambiental prévio.
A assessoria informa ainda que em relação ao Parque Linear, está sendo implantado por etapas, sendo que o ponto de partida do projeto já está concluído – o posto de informações turísticas do distrito de Sousas e a estação ambiental de Joaquim Egídio. As outras etapas devem ficar para 2010, de acordo com o cronograma de prioridades da administração da Prefeitura.
O Parque terá eixo que acompanha o fluxo do Ribeirão Pires e outro trecho que acompanha o fluxo do Cabras, conhecido como trecho do bonde. Também existe no projeto a comunicação visual, a ponte que interliga os dois trechos, entre outras propostas.
Joaquim Egídio
Segundo o subprefeito Paschoal Bortoletto, o distrito continua com as ações diárias de manutenção, principalmente relacionado à limpeza e reparos, como a varrição e capinação de todas as ruas, retirada de galhos, limpeza das bocas de lobo, coleta de animais mortos, pintura das guias, além da manutenção de praças, e prédios municipais.
Outros procedimentos são realizados mensalmente ou quando necessário, é o caso do Centro de Saúde Jose Ignácio Junior que atualmente passa por uma grande manutenção para acabar com infiltrações. Além disso, o Observatório Municipal Jean Nicollini também está passando por uma reforma que visa uma nova pintura, a construção de uma nova casa de observação para deficientes e toda estrutura de acessibilidade.
A subprefeitura oferece serviços de apoio a todos os eventos de Cultura, Esportes e Turismo, e eventos promovidos pelos próprios moradores, como a Festa dos Padroeiros.
O subprefeito de Sousas foi procurado pela reportagem do jornal e não compareceu à entrevista previamente agendada.




