Monitoramento alerta para problemas na agricultura e energia
O Programa de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite é de responsabilidade da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, com financiamento do Pnuma e da Agência Brasileira de Cooperação e execução técnica do Centro de Monitoramento Ambiental do Ibama.
A secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, disse que os dados apresentados na coletiva alertam para problemas graves na agricultura e também na produção de energia. Ela lembrou que “a proteção que a vegetação típica do Cerrado dá às bacias é fundamental”. Segundo ela, já se conhece amplamente o efeito nocivo da substituição de espécies nativas da flora do Cerrado por cultivo agrícola. O maior problema, explica, será a diminuição da oferta de água em todas as bacias. O impacto na produção de energia limpa hidrelétrica, também será sentido. Cerca de 50% da geração nos níveis atuais depende do ciclo das águas em bacias do Cerrado.
O PPCerrado, segundo o ministro, pretende estender ao bioma o mesmo tratamento dado à Amazônia. A ampliação do número de unidades de conservação, que atualmente tem apenas 7,5 % do seu território protegido, é fundamental para o MMA conter o desmatamento do Cerrado. Além dessa medida, o ministro afirmou que já está em entendimentos com o Instituto de Pesquisas Especiais (Inpe) no sentido de implementar o monitoramento do bioma por um sistema nos moldes do Deter, que identifica por satélite as novas áreas de desmatamento em tempo real. O programa já conta com R$400 milhões até 2011.
Minc disse que espera resistências dos setores do agronegócio. Mas afirmou que para ocupar a posição, em defesa de todos os biomas brasileiros, tem de estar pronto para esses desafios. “Ou enfrenta ou muda de ocupação”, salientou. O ministro declarou que vai buscar o apoio da Embrapa e de outros órgãos governamentais para implementar políticas de sustentabilidade na região.
ASCOM




