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Auxílio emergencial: Falta de calendários de pagamento e de informações à população traz filas de volta a agências da Caixa

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Uma vez que o governo não assume esse papel, os empregados do banco, na linha de frente do atendimento, têm sido o principal apoio da população que precisa de informações como, por exemplo, os motivos por não estar recebendo o auxílio. Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR/Fotos Públicas

Confirmando os alertas feitos pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), as filas em agências do banco voltaram a ser registradas em diferentes locais do país, a exemplo de Recife (PE), Macaé e Petrópolis (RJ), Fortaleza (CE) e diferentes cidades de São Paulo, entre outras.

A falta de planejamento do governo — que até agora não divulgou os calendários de pagamento das parcelas residuais de R$ 300 do auxílio emergencial — e de informações claras à sociedade sobre este e outros benefícios tem resultado em novas aglomerações em unidades da Caixa, causando transtornos à população e aumentando os riscos de contágio pelo coronavírus. 

A Medida Provisória 1.000/2020, que estabeleceu o corte do auxílio (de R$ 600 para R$ 300, em parcelas extras que serão pagas até 31 de dezembro), foi publicada no último dia 3. Desde então, o governo só informou o cronograma de pagamento destas parcelas residuais aos beneficiários do Bolsa Família, que somam cerca de 16 milhões de pessoas de um total de mais de 67 milhões de brasileiros aptos a receber o recurso emergencial, incluindo os trabalhadores inscritos no Cadastro Único e aqueles que solicitaram o benefício por aplicativo ou site. 

“As pessoas que precisam do auxílio estão, até agora, sem informações sobre os novos calendários de pagamento. Não há dúvidas que elas irão às agências da Caixa em busca de esclarecimento às suas dúvidas”, destaca o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto.

“Uma vez que o governo não assume esse papel, os empregados do banco, na linha de frente do atendimento, têm sido o principal apoio da população que precisa de informações como, por exemplo, os motivos por não estar recebendo o auxílio.

Após sucessivos erros de organização e planejamento, a direção da Caixa Econômica e o Executivo federal ainda não aprenderam e seguem expondo os beneficiários e os bancários aos riscos de contaminação pela covid-19″, acrescenta Takemoto, ao observar que a Fenae sempre defendeu o pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600 aprovado pelo Congresso e até o final da pandemia, além de campanhas efetivas de comunicação à sociedade. 

O presidente da Federação também lembra que o movimento sindical sempre reivindicou o apoio de outras áreas do governo para a organização de filas e aglomerações nas portas das agências do banco. “Reivindicações ignoradas desde o início do pagamento centralizado do auxílio emergencial pela Caixa”, ressalta Sérgio Takemoto.

OUTRAS DIFICULDADES — Outro motivo apontado por representantes dos empregados da Caixa é a instabilidade no sistema de informática. Com os aplicativos [Caixa TEM, por exemplo] e o chamado “banco digital” sendo testados em plena pandemia, em que o serviço se tornou saturado, a falta de trabalhadores ficou evidente.

“A Caixa Econômica tem um déficit de quase 20 mil empregados e não houve reposição”, afirma o presidente da Fenae. “A falta de trabalhadores compromete a qualidade do atendimento à população; especialmente, neste momento de crise como o que estamos vivendo atualmente”, emenda Sérgio Takemoto.

A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara, observa que a contratação de mais trabalhadores foi reivindicada durante as negociações da campanha salarial deste ano, cujo acordo coletivo foi fechado no último dia 1º. “A Caixa precisa de mais empregados para a área de Tecnologia da Informação porque a demanda não está diminuindo e a situação só piora com a falta de planejamento da direção do banco”, reforça.

Uehara também pontua que outra questão reivindicada durante a campanha salarial foi o compromisso da Caixa de empenhar-se em finalizar a abertura das agências aos sábados ou, pelo menos, estabelecer o funcionamento das unidades em finais de semana alternados. “Não existe necessidade de continuidade da abertura aos sábados porque isso não tem aliviado a demanda durante a semana. E os empregados estão estafados”, analisa Fabiana Uehara, ao observar que os bancários têm tido jornadas de até 12 horas por dia.

“A Caixa tem que contratar mais empregados. Isso vai melhorar as condições de trabalho para quem está na linha de frente do atendimento e, consequentemente, a população será melhor atendida”, defende a coordenadora. “Não é a manutenção da abertura das agências aos sábados que vai evitar filas e aglomerações nas agências”, afirma o presidente da Fenae. “O que resolve este problema é melhor planejamento e organização, além de informações claras à sociedade por parte do governo”, completa Sérgio Takemoto.

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