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sexta-feira, fevereiro 6, 2026
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Bolsonaristas do PL viram alvo de busca e apreensão da PF por suspeita de desvio de cotas

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Operação apura esquema com contratos simulados e dinheiro vivo apreendido

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a operação Galho Fraco para aprofundar investigações sobre o desvio de recursos públicos da cota parlamentar envolvendo deputados federais do PL. Entre os alvos estão Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara, e Carlos Jordy, ambos do Rio de Janeiro, integrantes da base política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A ação é um desdobramento direto da operação Rent a Car, realizada no fim do ano passado, que já havia atingido assessores ligados aos dois parlamentares. Os crimes investigados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

s bolsonaristas Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. Fotomontagem

Durante o cumprimento das ordens judiciais, investigadores apreenderam mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo em um endereço vinculado a Sóstenes Cavalcante. As diligências ainda estavam em andamento ao longo da manhã, com coleta de documentos, aparelhos eletrônicos e registros financeiros considerados relevantes para a apuração.

Segundo a linha investigativa, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para desviar recursos do orçamento da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ocultar a origem dos valores. O mecanismo central do esquema envolveria a simulação de contratos de prestação de serviços por meio de uma empresa de locação de veículos, utilizada para justificar despesas pagas com recursos da cota parlamentar.

A investigação aponta que a empresa teria funcionado como instrumento para mascarar gastos incompatíveis com a finalidade legal da verba, permitindo o reembolso de despesas fictícias e o retorno dos valores desviados ao grupo investigado. Esse mesmo padrão já havia sido identificado na operação Rent a Car, quando a Polícia Federal levantou indícios de uso reiterado das cotas parlamentares para despesas sem comprovação efetiva de serviço prestado.

No campo político, o avanço da investigação gera desgaste adicional à liderança do PL na Câmara em um momento de reorganização interna da bancada bolsonarista. Carlos Jordy se manifestou publicamente, classificando a operação como “covarde” e afirmando que não pretende recuar politicamente. Sóstenes Cavalcante ainda não se pronunciou oficialmente.

Cota de exercício parlamentar
A cota para o exercício da atividade parlamentar é um benefício mensal pago a todos os deputados federais, destinado a custear despesas como passagens aéreas, aluguel de escritórios, divulgação de mandato e contratação de serviços. O valor varia conforme o estado de origem do parlamentar, oscilando entre cerca de R$ 30 mil e R$ 45 mil. No caso do Rio de Janeiro, o teto mensal ultrapassa R$ 41 mil. A investigação da Polícia Federal mira justamente o uso sistemático desse recurso para despesas simuladas, com indícios de reaproveitamento político e pessoal do dinheiro público.

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