O Brasil esteve presente pela quinta vez na Biofach Nuremberg, com 11 empresas do Projeto Organics Brasil, além da presença de expositores de projetos nacionais como o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) com 20 cooperativas e o projeto Água Boa da Itaipu Binacional. Esta é a maior feira internacional do setor, que reuniu de 17 a 20 de fevereiro, 2.534 expositores de 84 países, com 43.500 visitantes corporativos.
As 11 empresas participantes do Projeto Organics Brasil na Biofach fecharam negócios na ordem de US$ 6.200.000,00 com mais de 25 países, algumas abrindo mercados no leste europeu e Europa. Este resultado não conta com os contratos firmados pelas as cooperativas do MDA. “O resultado de negócios foi positivo dentro de um cenário internacional de retomada econômica, que no ano passado foi extremamente preocupante em função da crise mundial. O que se observou nesta edição foi de um mercado que se recupera de uma euforia de outros anos, e se apresenta de forma mais realista”, explica Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil.
Outro ponto importante foi a presença de empresas brasileiras, que participaram nas edições anteriores no grupo do Brasil, que estiveram como visitantes independentes ou com seus parceiros locais, como: Native, ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica), Tozan, Preserva Mundi, Jasmine, Jales Machado, Cachaça Tiquara, Agropalma e a Brazilian Forest. Este é um claro sinal de maturidade e desenvolvimento no processo de internacionalização das empresas brasileiras, o que é importante para o incremento do setor.
O objetivo da participação na Biofach não serve apenas para fechar negócios, mas fomentar a cultura de internacionalização das empresas no mercado mundial. “O que percebemos foi que esse processo estimula o setor, desenvolve o mercado, o condiciona para que se mantenha competitivo e acompanhe as tendências mais recentes do mercado internacional e nacional”, enfatiza Ming Liu.
“O mercado mundial se destacou no último ano com o fortalecimento das grandes redes de varejo nos Estados Unidos e na Europa, onde o número de produtos com marca própria cresceu. De um lado, traduz ao consumidor preços mais baixos, porém o desafio continua sendo como tratar os interesses comerciais das grandes redes, com a filosofia e conceito de sustentabilidade do setor”, completa.
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