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Brasileiros vão ocupar às ruas no dia 11 de agosto com atos em defesa da democracia

Os atos do dia 11 serão uma demonstração, nas ruas, de que a grande maioria da população rejeita qualquer tentativa golpista de prejudicar ou anular o processo eleitoral brasileiro. Foto Tânia Rego/Agência Brasil

 

 

A resposta às ameaças de golpe à democracia brasileira lideradas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que ataca o sistema eleitoral e os ministros das cortes superiores, e contra sua política de desmonte de direitos e incentivo à violência será dada nas ruas de todo o país a partir deste mês.

No dia 11 de agosto, será realizada a “Mobilização nacional em defesa da democracia e por eleições livres”, organizada pela CUT, centrais sindicais, movimentos populares, partidos políticos, estudantes e outras entidades da sociedade civil.

No dia 13 de agosto será a vez das mulheres irem às ruas de todo o país para lutar contra a fome, a miséria, a reforma Trabalhista e contra a violência contra a mulher. Elas vão denunciar os desmontes promovidos nos últimos anos que impactaram de forma mais profunda o segmento.

A retomada das manifestações populares nas ruas é parte de uma grande frente de toda a sociedade contra os constantes ataques à ordem democrática no Brasil. Os atos estão sendo organizados em todo o país. Locais e horários ainda serão definidos ao longo dos próximos dias, mas, em São Paulo, o ato do dia 11 já está confirmado para às 17h, na Avenida Paulista, em frente ao Masp.

Atos já estão marcados também em Salvador (BA), no bairro Campo Grande às 9h; em Goiânia (GO), na Praça Universitária, às 17h; e em Manaus (AM), na Praça da Saudade, às 15h.

Em São Paulo, antes, neste mesmo dia, será lida, às 11h, Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!, inciativa que teve origem na Faculdade de Direito da Universidade São Paulo (USP). O ato na USP terá participação da CUT, que será representada por seu presidente, Sérgio Nobre, além das demais centrais, dos movimentos populares e outras entidades.

A carta da USP é um manifesto em defesa do Estado Democrático de Direito e é aberta a toda a sociedade. Personalidades do meio jurídico, acadêmico, artístico e até empresarial, além de milhares de trabalhadores e trabalhadoras já assinaram o documento.

 

Faça parte: assine o manifesto aqui

“A maior demonstração de a que defesa da nossa democracia e do nosso sistema eleitoral hoje está mobilizando toda a sociedade é a grande adesão ao manifesto da USP, que será lido no dia 11. Já tem mais de mais de 660 mil assinaturas e quando você vai ver quem são essas pessoas, você vê desde o trabalhador até o empresário, ou seja, é gente de todos os setores da sociedade”, diz Milton Rezende, o Miltinho, secretário-adjunto de Políticas Sociais da CUT.

Por isso, ele reforça, os atos do dia 11 serão uma demonstração, nas ruas, de que a grande maioria da população rejeita qualquer tentativa golpista de prejudicar ou anular o processo eleitoral brasileiro.

O dia 11 de agosto será uma data histórica em um momento crítico de nosso país.  Bolsonaro está tentando de todas as maneiras criar situações para questionar o que as pesquisas estão mostrando. Ele é o candidato mais rejeitado, sabe que vai perder e o povo brasileiro não quer – e não pode – pagar por essa bagunça que ele está criando. O povo não quer um golpe

– Milton Rezende (Miltinho)

CUT e centrais sindicais também manifestaram apoio a outra iniciativa em defesa da democracia, capitaneada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A CUT vai apoiar todas as iniciativas, manifestos e ações feitas em defesa da democracia, do sistema eleitoral, das urnas eletrônicas, independentemente de onde se originaram”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

Mês dos Estudantes

A juventude brasileira, cuja grande contribuição à democracia já teve um momento importante este ano, quando mais de dois milhões de jovens entre 16 e 18 anos ‘correram’ para tirar o título de eleitor para poder votar este ano, também estará nas ruas no dia 11 de agosto.

A data é parte do calendário de mobilizações marcadas por entidades representativas do segmento para o mês de agosto, o Mês dos Estudantes”. Já em seu congresso, realizado em julho deste ano, a União Nacional dos Estudantes (UNE) havia definido a data como um dia de manifestações contra o golpismo de Bolsonaro.

“Precisamos construir um mobilizado e gigantesco 11 de Agosto, com os caras pintadas, por todos os cantos deste país, para acumularmos força e disputarmos as ruas do Brasil. Nós, universitários, fomos protagonistas da resistência ao Governo Bolsonaro e seremos ainda mais protagonistas, daqui até as eleições, para defendermos um projeto de reconstrução do Brasil com base na educação”, diz trecho do documento Movimento Estudantil Unificado para Reconstruir o Brasil, aprovado no congresso da entidade.

 

Defesa Permanente

A mobilização em defesa de democracia será permanente. Além dos dias 11 e 13 de agosto, no dia 7 de Setembro movimentos sociais voltam às ruas no tradicional Grito dos Excluídos. Três dias depois, o dia 10, CUT, centrais, movimentos populares e partidos políticos além de outras entidades da sociedade civil estarão nas ruas novamente em defesa da democracia, de eleições livres e contra a violência política.

 

Dia 13, mulheres nas ruas por direitos

As mulheres, que já em 2018 expressam oposição ao então candidato Jair Bolsonaro por seu histórico fascista de misoginia, machismo e homofobia, reforçam a jornada pela democracia indo às ruas no dia 13 de agosto em todo. Além da defesa da demcoracia, as mulheres lutam contra os desmontes promovidos nos últimos anos que impactaram de forma mais profunda o segmento.

“As mulheres da CUT junto com movimentos feministas, movimentos sociais e partidos políticos farão atos no dia 13 tendo com pauta o combate à fome, a miséria, a reforma Trabalhista, contra a violência contra a mulher. O movimento ‘Vamos juntas pelo Brasil’ vem para reforçar e manter vivo esse espírito de luta, que é histórico em torno de uma luta, pela democracia, contra essa violência que estamos vivendo contra o povo brasileiro”, diz Juneia Batista, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.

A gana de a gente se livrar logo dessa situação pela qual o Brasil passa é muito grande e todos os esforços neste momento são necessários para mantermos nossa democracia, sem nenhum ataque à nossa liberdade

– Juneia Batista

De acordo com a dirigente, outro ato das mulheres também está sendo organizado para o mês de setembro.

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