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Cientistas alertam que casos de Covid-19 podem aumentar em setembro

Com os casos da variante delta do novo coronavírus aumentando no Brasil, que já registrou 1.573 pessoas contaminadas pela cepa indiana, que é  altamente contagiosa, o Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de uma alta de hospitalizações e casos de Covid-19 no mês de setembro.

 

 

 

Para tentar conter o aumento do número de casos, especialistas apostam no avanço da vacinação para toda a população. Isso pode reduzir o número de mortes no período já que os imunizantes muitas vezes não impedem a pessoa se se infectar, mas diminuem os efeitos da doença e impedem o agravamento do quadro do paciente.

Outra esperança é na aplicação da terceira dose da vacina, especialmente para os idosos, que começam a receber o reforço a partir de 15 de setembro. Eles foram os primeiros a tomar o imunizante e também os que estão mais sendo contaminados pela delta. Os especialistas  lembram que, com o tempo, capacidade de proteção da vacina diminui.

Outro grupo prioritário para tomar a terceira dose é o dos imunossuprimidos, pessoas com o sistema imunológico mais debilitado e, por isso, mais vulneráveis a desenvolverem quadros graves da doença.

Entre as doenças que debilitam o sistema imunológico estão artrite reumatoide, lúpus, HIV, doenças inflamatórias intestinais e outras condições adquiridas ou congênitas. Também contribui para esse quadro o uso crônico de corticoides e outros medicamentos que são denominados de imunossupressores.

O Ministério da Saúde também anunciou a  redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca para tentar melhorar a perspectiva de ampliação da cobertura vacinal no país.

O que também entra no cálculo de que setembro pode registrar uma alta de casos é o fato de que governadores e prefeitos estão flexibilizando as medidas restritivas para impedir a circulação do vírus e, em muitos lugares, a reabertura da economia é total.

De acordo com a colunista, Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, um estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que 100 milhões de pessoas, ou quase a metade da população brasileira, ainda não estão completamente imunizadas, o que permite que o vírus ainda circule de forma acelerada.

E o ritmo da vacinação, apesar de ter melhorado, “é insuficiente para que alcançar a cobertura vacinal desejável, de pelo menos 90% da população imunizada com segunda dose até 31 de dezembro de 2021”, afirmam os pesquisadores Guilherme Werneck, Ligia Bahia, Jessica de Lima Moreira e Mário Sheffer.

 

Números da Covid-19

O Brasil registrou nesta segunda-feira (30) 313 mortes em consequência de complicações causadas pela Covid-19 em 24 horas, totalizando  579.643 vidas perdidas desde o início da pandemia. O total de mortes ontem foi um dos menores do ano, mas é preciso lembrar  que isso sempre ocorre às segundas porque nos finais de semana os laboratórios e órgãos públicos trabalham em sistema de plantão ou não trabalham.

Também em 24 horas, foram registrados  12.453 novos casos de coronavírus, totalizando 20.751.108 de pessoas contaminadas desde o ano passado.

 

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