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sábado, março 7, 2026
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Corrimento e secreção: você sabe diferenciar?

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Toda mulher que nota que a calcinha nunca está seca fica na dúvida: é um corrimento vaginal ou uma secreção normal? Embora às vezes parecidos, eles apontam problemas diferentes, podendo ter várias causas e, na maioria das vezes, podem ser evitados e tratados. De acordo com a ginecologista e Obstetra Erica Mantelli (CRM 124.315), toda mulher possui uma secreção própria, que é natural e normal. “Durante a relação sexual a mulher produz uma secreção pelos órgãos genitais que tem a função de lubrificar a vagina. Essa secreção serve para facilitar a relação sexual e também para proteger o tecido de lesões. Durante o período de ovulação é normal também apresenta r uma secreção transparente, viscosa, parecida com clara de ovo”.
“As secreções normais (fisiológicas) não tem cheiro desagradável e devem ser incolores ou branco bem claro. Não provocam coceira, dor ou ardência e também não são motivos de preocupação”, afirma a ginecologista.
A secreção fisiológica também pode ocorrer no período pré-ovulatório, que acontece no meio do ciclo menstrual, podendo haver um aumento na quantidade dessa secreção, o que também é normal. Já o corrimento vaginal pode ser provocado por inúmeros motivos. Se sua calcinha apresentar uma secreção branca, semelhante ao leite talhado, ou até mesmo amarela ou esverdeada, fique atenta. “O corrimento vaginal surge quando há alguma infecção genital. Geralmente ele causa coceira ou ardência. Nesse caso é preciso consultar um ginecologista para diagnosticar o tipo de infecção”, diz Mantelli.

Por que se preocupar com o corrimento vaginal?
O corrimento pode ser um indicador de que algo está errado com sua saúde íntima. Ele pode variar de cor e espessura e pode está associado a infecções ou doenças sexualmente transmissíveis. Corrimentos vaginais não tratados podem levar à infecção do colo do útero e útero, com comprometimento das tubas uterinas e até dos ovários. Casos graves podem levar à infecção generalizada, além de comprometer a fertilidade da mulher. Em casos graves o tratamento pode incluir internação para antibiótico endovenoso e cirurgia.
A ginecologista Erica Mantelli revela quais são os principais corrimentos que acometem as mulheres:

Tricomoníase
É uma infecção na vagina caracterizada como uma doença sexualmente transmissível. A tricomoníase causa corrimento esverdeado ou acinzentado e é acompanhada de prurido intenso. Nem sempre causa odor forte.

Candidíase
A candidíase, por exemplo, é um dos corrimentos mais frequentes. Ela pode ser adquirida durante a relação sexual, por roupas e objetos contaminados, por causa de uma higiene pessoal inadequada ou quando a mulher apresenta baixa resistência imunológica. “Para evitar esse desconforto a dica é tentar manter a região da vagina o mais arejada possível, pois a candidíase aparece quando a área está quente e úmida”, sugere. O corrimento é branco com grumos e causa prurido vaginal.

Gardnerella Vaginalis
É uma bactéria que faz parte da flora vaginal da mulher e quanto acontece um desequilíbrio dessa flora ocorre o quadro de vaginose bacteriana. “As bactérias protetoras da vagina são substituídas pela gardnerella vaginalis, que provoca um corrimento de odor forte e que pode ser notado durante a relação sexual causando constrangimento na mulher”, alerta a médica.
Herpes genital, gonorreia, HPV e também infecções do colo uterino também podem contribuir para o corrimento vaginal. “Nem sempre o corrimento é causado pelas DSTs. Alguns hábitos, como o uso de desodorantes íntimos, protetores de calcinhas perfumados, duchas vaginais em excesso e permanência prolongada dos absorventes, podem favorecer o corrimento”, ressalta Mantelli.
Além da coceira, mau cheiro e secreção vaginal abundante, o corrimento pode causar dor abdominal aumento da frequência urinária, ardor ao urinar e dor durante a relação sexual.
Cuide da sua higiene íntima
Se você notou uma secreção anormal ou corrimento vaginal procure um ginecologista para diagnosticar o tipo de infecção. Somente no exame ginecológico que o médico irá observar a cor, consistência e o odor da secreção, para então indicar o tratamento específico para o corrimento.
Siga as dicas e evite o corrimento constante:

– Evite roupas muito apertadas. As calças devem ser mais largas, de tecidos leves e não sintéticos.

-Dê preferência para o uso de calcinhas de algodão. Evite tecidos sintéticos como lycra ou nylon. Uma boa opção é aproveitar o período noturno para deixar a pele da região genital mais arejada, para isso a mulher pode dormir sem calcinha.

-Roupas íntimas devem ser lavadas com sabão neutro. O uso em excesso de amaciantes e água sanitária é contraindicado, já que esses produtos aderem à fibra do tecido e podem levar ao desenvolvimento de vaginites químicas.

– tenha o hábito de urinar após as relações sexuais para uma limpeza do trato urinário

– durante o período menstrual troque de absorvente entre 4 a 6 horas no máximo

– não utilize absorventes protetores de calcinha diariamente, pois causam aumento da temperatura da vagina, umidade e predisposição à infecções vaginais

– Utilize preservativo durante as relações sexuais, para evitar doenças sexualmente transmissíveis e infecções vaginais

– Se o seu parceiro reclamar de ardor ou secreção no pênis ele precisará da avaliação do médico urologista. O ideal é que o homem faça consultas de rotina para certifica-se de que não apresenta nenhuma patologia.

– Cuidado ao introduzir objetos na vagina para apimentar a relação sexual. Objetos não destinados a este fim podem causar lesões e corrimentos.

-Procure imediatamente um ginecologista no início dos sintomas e jamais use medicamentos por conta própria.

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