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quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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CPMI da Fake News flagra apagão de dados da campanha de Bolsonaro

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Numa das imagens, é possível reconhecer trecho de uma notícia falsa disparada pela campanha de Bolsonaro contra o então candidato à Presidência da RepúblicaFernando Haddad.

O empresário Lindolfo Antônio Alves Neto, sócio-proprietário da Yacows, afirmou nesta quarta-feira (19) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News que sua empresa foi utilizada para disseminação de conteúdos em massa por meio do aplicativo Whatsapp.

Na oportunidade, o empresário reconheceu imagens que o ex-funcionário Hans River fez do estabelecimento. Numa das imagens, é possível reconhecer trecho de uma notícia falsa disparada pela campanha de Bolsonaro contra o então candidato à Presidência da RepúblicaFernando Haddad.

“Uma das mensagens que aparece em uma das imagens, o início dela é idêntico a uma das mensagens disseminadas pela campanha de Bolsonaro contra Fernando Haddad. Já está posto que o sistema do depoente foi utilizado pela campanha de Bolsonaro para disseminar fake news”, destacou a deputada Natália Bonavides (PT-RN).

A imagem feita por Hans River mostra a utilização da plataforma “Bulk Services”, de propriedade da Yacows, para a disseminação de mensagens em massa.

Apagão de dados

Lindolfo entrou em contradição ao afirmar que sua empresa não disparou mensagens falsas nas últimas eleições após afirmar não ter conhecimento do conteúdo que era enviado.

Após ser questionado pela deputada sobre conhecer ou não o conteúdo das mensagens disseminadas para poder afirmar se houve ou não envio de fake news, Lindolfo recuou e afirmou que o conteúdo das mensagens era de responsabilidade do contratante do serviço “Bulk Services”.

Lindolfo também informou que o conteúdo contratado pela campanha de Jair Bolsonaro foi deletado da plataforma, impossibilitando a checagem do conteúdo disparado.

“Se o conteúdo não está mais na plataforma, não conseguimos. Cabe a AM4 apresentar o conteúdo que foi utilizado”, disse.

Além disso, o proprietário da Yacows não soube informar quem seria o responsável pela exclusão do conteúdo da plataforma.

Ainda de acordo com Lindolfo, a agência AM4, responsável pela campanha presidencial de Bolsonaro, contratou a Yacows para a disseminação de conteúdos para a campanha do então candidato do PSL.

“Tanto quando fabricar o conteúdo falso, é crime disseminá-lo. Não adianta dizer que é como os Correios enviando uma carta fechada. Não é. É preciso ter um controle de qualidade e conhecer o conteúdo das mensagens que envia”, apontou o senador Jean Paul Prates (PT-RN).

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