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Cuba reage a ameaças dos EUA e monitora movimentação militar em meio a crise energética

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Declarações atribuídas a Donald Trump elevam tensão com Cuba, que reforça vigilância estratégica e denuncia bloqueio internacional

Embaixador José Cabañas destaca que risco de invasão é permanente Foto José R. Cabañas Rodríguez/Arquivo pessoal

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O governo de Cuba intensificou o monitoramento das forças militares dos Estados Unidos após declarações atribuídas a Donald Trump sobre uma possível ação contra a ilha. A informação foi confirmada pelo embaixador cubano José R. Cabañas Rodríguez, que afirmou que o país trata a hipótese de invasão como um cenário historicamente considerado em sua estratégia de defesa.

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Segundo o diplomata, a ameaça de intervenção militar é recorrente desde a Revolução Cubana, especialmente em momentos de fragilidade econômica. “É uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou”, declarou. Ele citou como precedentes a Invasão da Baía dos Porcos — chamada em Cuba de Praia Girón — e episódios como as intervenções norte-americanas em Granada (1983) e no Panamá (1989).

Base em Guantánamo e guerra de informação
Um dos pontos sensíveis, segundo Cabañas, é a presença da base naval dos EUA em Baía de Guantánamo, mantida desde 1903. Para o governo cubano, a estrutura representa uma vantagem estratégica para Washington em eventual conflito.

O diplomata também apontou o uso de informação como instrumento de pressão. “As guerras atuais também se travam no campo informacional”, disse, ao sugerir que notícias sobre uma possível invasão podem ter efeito psicológico sobre a população cubana.

Crise energética e pressão econômica
O cenário de tensão ocorre em meio ao agravamento da crise energética na ilha. O endurecimento do embargo dos EUA teria impactado diretamente o abastecimento de petróleo, provocando apagões prolongados em Havana e outras regiões.

No fim de março, um navio russo доставou cerca de 100 mil toneladas de petróleo bruto ao país, aliviando temporariamente a escassez. Ainda assim, o volume cobre apenas parte da demanda mensal, segundo autoridades locais.

Denúncias na ONU e negociações em curso
O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou na Organização das Nações Unidas o que classificou como “bloqueio energético” imposto pelos EUA. Segundo ele, a crise afeta diretamente o sistema de saúde, com milhares de pacientes prejudicados por interrupções no fornecimento de energia.

Apesar do cenário, Havana mantém canais de diálogo com Washington. Cabañas afirmou que Cuba negocia “com base na igualdade e reciprocidade”, sem admitir concessões que comprometam a soberania nacional.

Nos Estados Unidos, parlamentares do Partido Democrata têm pressionado por revisão das sanções. A deputada Pramila Jayapal defendeu a normalização das relações, destacando o impacto humanitário do embargo.

Em entrevista à NBC News, Díaz-Canel afirmou que o país está preparado para reagir a qualquer ação militar. “Haverá combate, haverá luta”, disse, reforçando o discurso de resistência diante do que o governo cubano considera uma política histórica de pressão por parte dos Estados Unidos.

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