Janeiro nem terminou e a média de apreensões de drogas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, chega a seis, o dobro da média mensal de meses anteriores, segundo dados da Polícia Federal.
Um balanço divulgado pela polícia aponta que na maioria dos casos, os traficantes levavam cocaína para a Europa. Vinte e três por cento iam para Portugal. Dezenove por cento para a Espanha e 10% para a Bélgica.
O levantamento no aeroporto indica que 78% dos traficantes flagrados eram homens. Mas alguns casos envolvendo mulheres chamaram a atenção. A maior apreensão de drogas no embarque internacional de Viracopos feita pela PF foi no dia 8 de abril de 2011, quando uma jovem de 23 anos, natural de Cabo Verde, foi presa com 24,1 quilos de cocaína escondidos em sutiãs dentro da bagagem. Ela pretendia embarcar para Marrocos, com escala em Lisboa.
O perfil do tráfico internacional também indica que 19% dos detidos eram brasileiros e 8% da África do Sul.
Para tentar burlar a fiscalização, muitos traficantes chegam a engolir a droga. O balanço da PF aponta que em 36%¨dos casos, o entorpecente foi engolido. Em 26% dos casos estava escondida em uma mala. Em 19% dos flagrantes, a droga foi escondida na roupa.
Para coibir este tipo de crime, a Polícia Federal aumentou a estrutura. Hoje há um delegado e um escrivão que trabalham dentro do aeroporto.Na vistoria de bagagens, havia apenas um cão farejador, agora são dois.
Farejador Eletrônico
E ainda neste primeiro semestre de 2012 começa a funcionar em Viracopos o Expectometro de massa. O equipamento faz uma análise de partículas do ar, e pode indentificar indícios de drogas na roupa, nos objetos e até no corpo de uma pessoa. É o que há mais moderno existe nos aeroportos do mundo, principalmente nos Estados Unidos.
Segundo a Polícia Federal, para funcionar ainda é necessário um técnico treinado para a montagem e utilização. No Aeroporto Internacional de Guarulhos o equipamento está em uso. “Ele pode detectar até se uma pessoa preparou explosivos”, disse o delegado federal Jessé Coelho de Almeida.
A pena para quem comete tráfico de drogas é de 5 a 15 anos de prisão.




