Nesta quinta-feira, 24, junto à inauguração das novas instalações do campus Campinas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, teve início a exposição de João Batista de Araújo Camargo, um dos nomes mais tradicionais da arquitetura paulista. Mackenzista desde 1950, João Batista expõe alguns de seus desenhos em perspectiva.
Dentre os famosos quadros do arquiteto – milimetricamente desenhados em perspectiva aérea -, está a Avenida Paulista, trabalho que levou nove meses para ser concluído. Apenas com metro de carpinteiro, Camargo mediu toda a avenida, seus prédios, ruas e entroncamentos. Depois de quatorze pranchas concluídas, o trabalho artesanal foi registrado no CREA (Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos), na data do primeiro centenário da Avenida mais famosa do Brasil, em 1992.
Em Campinas, o arquiteto retratou em suas pranchas uma grande variedade de prédios. Ele desenhou a Estação Rodoviária de 1969, o Mercado Municipal, a Praça Carlos Gomes, a Prefeitura Municipal e vários outros edifícios históricos, principalmente do centro da cidade.
Vida e obra do arquiteto
João Batista de Araújo Camargo é natural de São Carlos, interior de São Paulo. Na adolescência, então morador em uma fazenda onde seu pai era administrador, já alimentava a vontade de cursar uma faculdade. “O filho do fazendeiro, o engenheiro Joaquim Procópio de Araujo, formado no Mackenzie, sempre me falava sobre a Universidade. Então, era um sonho estudar e me formar no ensino superior”, comenta.
Em 1950, o jovem interiorano mudou-se para a capital paulista onde, quatro anos mais tarde, adquiriu o diploma de arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie. “Trinta anos depois de minha formatura, meu filho ingressou na mesma Universidade, onde se formou em Engenharia Civil. Em 2010, foi a vez de meu neto também ingressar no Mackenzie para cursar Engenharia Civil”.
Amante das projeções clássicas da arquitetura, todas feitas à mão – como o arquiteto faz questão de destacar -, a exposição traz aproximadamente 18 obras de prédios históricos de São Paulo e Campinas.
Os trabalhos estarão expostos até o dia 24 de março, das 9h às 21h. A visitação é gratuita.





