
Em reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, presidente do Supremo tratou de investigações envolvendo o banco, o INSS, ameaças a ministros e procedimentos sob análise da Corte
<OUÇA A REPORTAGEM>
<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp>
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reuniu-se na terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das investigações relacionadas ao Banco Master, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de ameaças dirigidas a integrantes da Corte. Segundo comunicado oficial do STF, a reunião também abordou os procedimentos necessários para o encaminhamento de informações que mencionem ministros e a tramitação de pedidos ainda pendentes de análise.
Um dos assuntos discutidos foi o Ofício 3467748, de 2 de outubro de 2026, relacionado às investigações do Banco Master. Durante o encontro, Fachin esclareceu que eventuais atos de investigação contra ministros do Supremo dependem de autorização do Plenário, observadas as normas constitucionais, legais e regimentais aplicáveis.
O presidente do STF ressaltou que a Polícia Federal deve encaminhar todas as menções encontradas, sem exceções, acompanhadas do respectivo contexto e de forma estritamente descritiva. O procedimento busca permitir que as informações sejam examinadas pelas instâncias competentes, sem que uma simples citação seja automaticamente tratada como indício de crime.
Plenário e PGR devem participar dos encaminhamentos
De acordo com o comunicado, após a apresentação dos elementos necessários, o Plenário do STF poderá deliberar sobre as providências cabíveis, depois de ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A referência jurídica é o artigo 33, parágrafo único, da Lei Complementar nº 35/1979, conhecida como Lei Orgânica da Magistratura Nacional. O dispositivo estabelece que, quando houver indício de prática de crime por magistrado, a autoridade policial deve remeter os autos ao tribunal competente, a quem cabe prosseguir na investigação.
Petição 16.704 aguarda manifestação da PGR
Outro tema discutido foi a tramitação de procedimentos relacionados ao Banco Master e ao INSS. Segundo a Presidência do STF, Fachin aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República na Petição 16.704 para encaminhar as providências cabíveis, inclusive a análise dos pedidos apresentados no processo.
A manifestação da PGR é uma etapa relevante para definir os próximos passos processuais. O comunicado, entretanto, não detalha o conteúdo de cada pedido pendente nem antecipa qual será a posição do Ministério Público.
As investigações envolvendo o Banco Master e possíveis irregularidades relacionadas ao INSS exigem a delimitação das responsabilidades de cada instituição. À Polícia Federal cabe realizar diligências e reunir elementos de prova; ao Ministério Público compete exercer suas atribuições legais, inclusive quanto à avaliação de medidas judiciais; e ao Judiciário cabe decidir os pedidos submetidos à sua apreciação.
Fachin pede celeridade no Inquérito 4.781
Durante a audiência, Fachin também solicitou à Polícia Federal celeridade na análise do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. Segundo o comunicado, a PF informou que examinará a existência de eventuais diligências pendentes.
O pedido de celeridade não representa, por si só, o encerramento do procedimento. A conclusão dependerá da avaliação das diligências necessárias e das providências processuais cabíveis.
O andamento pode ser acompanhado no portal oficial do Supremo, por meio da consulta ao Inquérito 4.781.
Ameaças contra ministros e segurança institucional
A audiência também tratou de ameaças dirigidas a ministros do STF. Fachin destacou a importância da atuação preventiva e coordenada dos órgãos responsáveis pela segurança institucional, com o objetivo de proteger a integridade dos magistrados, preservar a independência judicial e garantir o funcionamento das instituições.
A Polícia Federal reiterou seu compromisso de colaborar na prevenção e na adoção das medidas de sua competência.
O encontro reuniu, assim, quatro frentes de atuação: o encaminhamento de informações relacionadas ao Banco Master, os procedimentos sobre eventuais referências a ministros, os pedidos pendentes nos casos envolvendo o banco e o INSS e a análise de diligências no Inquérito 4.781.
As próximas etapas dependerão das informações formalmente encaminhadas pela Polícia Federal, da manifestação da PGR e das decisões que couberem ao Supremo Tribunal Federal.


